PSDB questiona governo sobre atuação de Rosemary

Partido quer saber mais sobre proximidade da ex-chefe do gabinete da Presidência com o ex-presidente Lula

Rosa Costa, O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2012 | 20h12

BRASÍLIA - O PSDB quer quebrar o silêncio do governo com relação à atuação da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha. No requerimento assinado pelo senador Mário Couto (PA) e encaminhado ao ministro-chefe da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o partido faz uma série de perguntas sobre a atuação da servidora. Sobretudo sobre a sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Couto pergunta, por exemplo, quantas vezes Rosemary viajou para o exterior e quais as atividades exercidas por ela na comitiva presidencial de Lula. O partido quer saber se ela também acompanhou a presidente Dilma Rousseff nas viagens oficiais e o valor das diárias que recebeu, com Lula e com Dilma - se for o caso. Pede igualmente a relação dos demais integrantes da comitiva, a confirmação do passaporte diplomático entregue à servidora e maiores dados sobre as atividades desenvolvidas nas instalações da chefia do gabinete presidencial em São Paulo. O requerimento será lido no plenário na próxima sexta-feira, 30.

Na justificativa, o senador tucano lembra que a Operação Porto Seguro revelou que o poder de influência de Rosemary se comparava a dos ministros mais prestigiados do governo. "O esquema de corrupção desvendado pela Operação Porto Seguro está infiltrado por toda a administração federal e envolve diversos crimes como, por exemplo, corrupção ativa, corrupção passiva, advocacia administrativa, formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de documento", lembra. Ele se refere à prisão e afastamento dos envolvidos no escândalo de vender pareceres técnicos fraudados em pelo menos sete órgãos federais.

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