PSDB quer ouvir partidos sobre possível ação contra Calheiros

Tucanos buscam aliança com outros partidos e dizem que 'é necessário ter um projeto'

Carol Pires, AE

07 de agosto de 2009 | 16h12

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse à Agência Estado que pretende conversar com senadores do DEM, PDT, PSB e PT antes de decidir se o partido entrará ou não com representação contra o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), no Conselho de Ética. "A partir de agora, devemos tomar decisões conjuntas. Não adianta ficar entupindo o Conselho de Ética com representações. Temos que ter um projeto, agir com racionalidade", disse o senador tucano.

 

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O PSDB passou a cogitar a possibilidade de acionar o conselho contra Renan Calheiros quando o senador alagoano anunciou que entraria com representação contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), caso os tucanos insistissem em pedir a licença de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Virgílio acredita que Calheiros quebrou o decoro parlamentar ao fazer esta chantagem.

 

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também levantou essa hipótese, após ter sido chamado por Renan Calheiros de "coronel de merda". Durante a sessão plenária de ontem à tarde, Jereissati e Calheiros trocaram acusações e xingamentos, e o tucano retrucou a ofensa, chamando o colega de "cangaceiro de terceira categoria".

 

O bate-boca entre os dois senadores começou logo depois de Renan Calheiros ler da tribuna a representação que o PMDB registrou no Conselho de Ética contra Arthur Virgílio, pedindo a cassação do mandato do líder tucano. Na representação, o partido acusa Virgílio de ter mantido um funcionário "fantasma" em seu gabinete; de ter pego dinheiro emprestado ao ex-diretor do Senado Agaciel Maia; e de ter extrapolado o limite do plano de saúde da Casa com tratamento de sua mãe, já falecida.

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