PSDB quer mostrar união

No VII Encontro Estadual do PSDB, que acontece hoje na Assembléia Legislativa de São Paulo, a palavra de ordem é união. O tema surge em um momento de aparente crise entre integrantes do partido depois das eleições que definiram os presidentes da Câmara e do Senado e a composição das respectivas mesas. "Esse encontro mostra o PSDB mobilizado. Era o que nós queríamos", disse o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico José Aníbal.O descontentamento de Tasso Jereissati, governador do Ceará e virtual pré-candidato a disputar a sucessão presidencial em 2002, foi o último conflito interno do partido. Ele se achou prejudicado na composição das mesas no Congresso e algumas análises apontam que o outro possível pré-candidato, o ministro da Saúde, José Serra, teria saído fortalecido desse processo. "Esse é um assunto interno, estamos conversando com o governador (Jereissati) e o partido vai estar unido", garantiu o deputado federal Arnaldo Madeira, líder do governo na Câmara. Segundo ele, o problema com Jereissati é normal dentro de um partido que cresceu muito como o PSDB.O secretário José Aníbal também aposta na união do partido no caso do governador do Ceará e acha que essa desavença não vai influenciar o PSDB nos outros Estados. "Essa disputa não pode ser um elemento de divisão do partido. Aécio (Aécio Neves, do PSDB-MG, recentemente eleito presidente da Câmara) teve o apoio de todos do partido e não vamos transformar isso em uma divisão", comentou. "É uma turbulência que se esgota rapidamente", disse.Sobre as acusações de corrupção no governo federal e ataques ao presidente Fernando Henrique Cardoso pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), Arnaldo Madeira afirmou que devem ser respondidas pelos órgãos competentes. "O governo Fernando Henrique não compactua com corrupção e as denúncias devem ir para os órgãos responsáveis pela apuração. O governo não é irresponsável para punir sem provas", disse. Ele afirmou que se as denúncias forem investigadas e se mostrarem procedentes, os culpados serão punidos.

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