PSDB quer apurar vazamento de dossiê no governo

Virgílio quer parlamentar tucano em investigação feita pela Presidência

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

01 de abril de 2008 | 12h11

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) defendeu nesta terça-feira, 1º, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, a participação de um parlamentar tucano em investigação feita pela Presidência da República sobre o vazamento de um suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.   Veja também: CPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHC Documento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' Planalto vai tirar Dilma da 'vitrine eleitoral' para 2010 Dossiê contra FHC foi decisão de governo CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  'Candidatura de Dilma em 2010 está morta', diz analista  Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos  IMAGENS: Os momentos de 'amor e ódio' de FHC e Lula      Ele também insiste em que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, seja convocada para depor em comissões permanentes do Senado sobre a denúncia da existência deste dossiê. "Muitas explicações têm que ser dadas pela ministra Dilma", argumentou.   Virgílio levantou a possibilidade de que requerimentos examinados pela CPMI e rejeitados sob o argumento de quebra de sigilo serem colocados em votação no Plenário do Senado.   Sindicância   A comissão de sindicância criada para identificar "o infiltrado" - como setores do governo chamam o funcionário responsável pelo vazamento para a imprensa do dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - começou a convocar os servidores que são alvo da investigação. Um dos integrantes da comissão é corregedor-geral substituto da Advocacia-Geral da União (AGU), Edimar Fernandes de Oliveira. Ele já atuou na sindicância que em 2004 investigou Waldomiro Diniz, homem de confiança do ex-ministro José Dirceu, flagrado cobrando propina do empresário de loterias Carlinhos Cachoeira. A comissão não chegou a conclusão alguma nem puniu Waldomiro.A comissão é composta ainda pelo corregedor-geral-adjunto da União, Waldir João Ferreira da Silva Junior, e por Carlos Humberto de Oliveira, que está lotado na Casa Civil e é subordinado à ministra Dilma Rousseff e a sua secretária-executiva Erenice Guerra. A comissão tem 30 dias para apresentar resultado.    

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