PSDB quer 'apuração do maior escândalo de corrupção'

O PSDB divulgou uma nota em seu site neste sábado, 15, após a coletiva de imprensa do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O texto, assinado pelo presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, não cita diretamente o ministro, mas "lamenta que, neste momento, o governo federal, por meio de suas autoridades, insista em tentar dar tratamento político a caso que é, eminentemente, de polícia".

LU AIKO OTTA E LETÍCIA SORG, Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2014 | 16h59

Na nota, o partido de oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) afirma que defende "rigorosa apuração do maior escândalo de corrupção da história do País, por meio da Operação ''Lava Jato''". E reitera que, tão importante quanto responsabilizar funcionários da Petrobras e de outras empresas, é "identificar e punir os agentes públicos que permitiram o irresponsável aparelhamento da companhia e criaram as condições necessárias para a expropriação de recursos públicos, para dele se beneficiarem direta ou indiretamente".

Segundo o partido, a decisão do governo de abrir inquérito contra delegados da Polícia Federal que participam da operação "não contribui para o livre encaminhamento das investigações". Nesta semana, Cardozo determinou à Corregedoria-Geral da PF uma apuração sobre o comportamento de delegados que, durante a campanha eleitoral, usaram as redes sociais para fazer elogios ao então candidato à Presidência Aécio Neves e críticas à presidente Dilma Rousseff. Para os tucanos, os delegados estão sendo investigados "pelo simples fato de terem exercido o direito constitucional de manifestação política em suas redes sociais privadas."

O texto termina dizendo que as oposições continuarão "vigilantes e mobilizadas", repetindo as palavras que Aécio tem usado, e acompanhando as investigações para exigir punição dos responsáveis.

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