PSDB quer Alckmin na disputa em SP, diz deputado

Deputado diz que decisão do STF, sobre fidelidade partidária, foi decisiva para a corrida municipal 2008

Elizabeth Lopes, do Estadão

10 de outubro de 2007 | 17h12

O deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) afirmou nesta quarta-feira, 10, que a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, de bater o martelo em favor da fidelidade partidária deu a partida para a corrida sucessória municipal do ano que vem.  "Estamos a exatamente um ano das eleições municipais, o jogo já começou e não podemos abrir mão de ter um candidato forte disputando a maior prefeitura do País, que é São Paulo. E candidato já temos, é o ex-governador Geraldo Alckmin ", disse o parlamentar.  Torres destacou que a disputa pela Prefeitura da capital paulista irá medir as forças políticas de todo o País. Por isso, os partidos irão buscar o melhor resultado de olho na sucessão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.  "Por isso, o PSDB vai pedir que Alckmin seja candidato nessa eleição tão estratégica. Essa não é apenas a minha posição, mas a da maioria de nossa bancada e da Executiva. Não trabalhamos com o cenário de não termos candidatura própria na capital (paulista)", emendou. O parlamentar evitou entrar na polêmica comentada nos bastidores da política de que o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), conta com o apoio de alguns tucanos, como o governador do Estado, José Serra.  Silvio Torres destacou que os tucanos estarão unidos na disputa pela prefeitura de São Paulo e que se mesmo que os Democratas decidam disputar com candidatura própria - à exemplo do que os tucanos querem fazer - isso não deverá inviabilizar a aliança entre os dois partidos, nem que seja no segundo turno da disputa. Apoio Torres disse que Alckmin ainda não se manifestou oficialmente sobre a disputa. "Mas ele tem ouvido pedidos para que entre nessa disputa em todos os lugares que vai e eu acredito que ele está querendo sentir o apoio e a unidade do partido para tomar sua decisão." O deputado diz estar otimista com a hipótese de Alckmin sair candidato no ano que vem. "Ele é o nome mais forte e não podemos correr o risco de ficar reservando nossos melhores quadros para eventuais disputas futuras (governo do Estado em 2010)."

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