PSDB, PSB e PSOL registram candidaturas no TRE-MG

Representantes do PSDB, PSB e PSOL fizeram neste sábado, 05, os registros das candidaturas das legendas no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Os cabeças das três chapas - o ex-ministro Pimenta da Veiga, o ex-prefeito Tarcísio Delgado e o publicitário Fidélis Alcântara, respectivamente - compareceram à Justiça Eleitoral ainda no início da tarde, pouco após o início de funcionamento. O ex-ministro Fernando Pimentel (PT) já havia registrado sua candidatura na sexta-feira, 04.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

05 de julho de 2014 | 19h05

A campanha mais cara será a dos tucanos. Pelo registro apresentado ao TRE-MG, a campanha de Pimenta da Veiga, que terá o deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) como candidato a vice-governador, tem teto de gastos de R$ 60 milhões, enquanto a do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), que disputará vaga no Senado, está orçada em até R$ 20 milhões. A coligação em torno do ex-ministro reúne 15 partidos (PSDB, PP, DEM, PSD, PTB, PPS, PV, PDT, PR, PMN, PSC, PSL, PTC, PTM E SDD). Pimenta é também o candidato mais rico na disputa pelo governo de Minas. Pela declaração de bens apresentada neste sábado, o ex-ministro tem patrimônio de R$ 10,5 milhões.

"Vamos fazer todo o esforço para que a campanha seja a mais econômica possível. Mas hoje a lei é curiosa. Até a militância que ajuda precisa ser quantificada. Só a participação de voluntários, que não podem fazer isso a não ser estabelecendo um valor para esse trabalho, eleva muito o número da campanha", disse Pimenta. Além da campanha majoritária, o PSDB mineiro, que fez diferentes alianças proporcionais, pretende lançar 81 candidatos a deputados federais, com previsão de gasto de até R$ 7 milhões por candidato, e 115 para a Assembleia Legislativa de Minas, com campanhas orçadas em até R$ 4 milhões.

Entre as candidaturas registradas neste sábado, a que prevê a segunda mais cara é a do PSB, em aliança com PRTB e PPL. A campanha de Tarcísio Delgado, que terá Sílvia Reis (PRTB) como candidata a vice-governadora, está orçada em até R$ 38 milhões, além da previsão de gasto de R$ 10 milhões com a candidatura da socialista Margarida Vieira ao Senado. O PSB ainda prevê gastar R$ 5,5 milhões com as campanhas dos candidatos à Câmara dos Deputados e R$ 3,5 milhões com os candidatos a deputados estaduais. "O que nos estimula bastante é que os candidatos polarizados (Pimentel e Pimenta) não somam ainda 45% dos eleitores. A maioria não escolheu ainda e está dizendo que não vota em vagabundo nenhum. Eu dizer para eles que não sou vagabundo. Tenho vida pública de 40 anos que pode ser investigada de cima a baixo", afirmou Delgado, que não apresentou declaração de bens, mas disse ter patrimônio de "seiscentos e poucos mil reais" e adiantou que só iniciará a campanha após a Copa do Mundo.

Herança política

O PT estima gasto de R$ 40 milhões com a campanha ao governo e o candidato ao Senado, Josué Gomes (PMDB), prevê gastar até R$ 6,2 milhões com sua campanha - ao contrário dos R$ 12 milhões que havia sido informado pela direção petista. "Eu negociei tudo pessoalmente", declarou o empresário, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que afirmou aceitar doações apenas de pessoas físicas para sua campanha.

A campanha mais modesta entre as registradas até o fim da tarde é a do PSOL, que declarou gasto máximo de R$ 250 mil. "Na verdade, a gente sabe que não vai chegar nesse valor. É uma campanha solidária, com a participação das pessoas, muita criatividade e ajuda espontânea das pessoas. A gente conta com a ajuda dos simpatizantes", salientou Fidélis Alcântara, que terá a professora Victória Melo como candidata a vice e Geraldo Araújo (ambos do PSTU) na disputa pela vaga no Senado. Segundo Fidélis, após viagens por algumas regiões de Minas nas próximas semanas, a campanha deve ser concentrada em cidades localizadas a até 200 quilômetros da capital.

No fim da tarde, também fizeram registros de chapas o PCO, com Cleide Donária na cabeça de chapa, Dilson Rosa como vice e Maria das Graças Vieira como candidata a senadora; e o PSDC, que lançou a candidatura de Eduardo Ferreira para o governo, com Raimundo Nonato como vice e José Tarcísio para o Senado. Até o início da noite, o TRE-MG ainda aguardava os registros das candidaturas do PCB e do PHS. A documentação para o registro de Josué Alencar também não havia chegado à Justiça Eleitoral até início da noite.

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