PSDB protocola convocação de ministro dos Transportes no Congresso

Oposição quer que Paulo Sérgio Passos fale sobre as denúncias de irregularidades na pasta ainda durante o recesso parlamentar

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

19 de julho de 2011 | 12h12

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), protocolou nesta terça-feira, 18, requerimento com pedido de convocação do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para falar sobre as denúncias de irregularidades na pasta. O requerimento foi protocolado na comissão representativa do Congresso Nacional, colegiado que reúne deputados e senadores indicados por seu partido para tomar decisões durante o recesso. Caberá agora ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), decidir se convocará a comissão para deliberar o tema.

 

Nogueira afirmou que o ministério se transformou em uma "fábrica de irregularidades" e justificou a pressa em ouvir o ministro devido aos aditivos em contratos em valores superiores a R$ 700 milhões que foram assinados em sua gestão anterior, no ano passado.

 

"O objetivo do PSDB é fazer com que o Ministério dos Transportes se reorganize, que as irregularidades sejam sanadas e os fatos esclarecidos", disse o líder tucano.

 

Ele pediu também que a comissão representativa vote um convite para que Frederico Augusto de Oliveira, funcionário terceirizado que atuava como assessor de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também compareça para dar explicações. O partido pedirá ainda que o Ministério Público do Distrito Federal investigue a conduta de Frederico, que seria responsável por coletar assinaturas para convênios com o órgão.

 

O líder tucano fará ainda um aditamento à representação protocolada pelo partido junto à Procuradoria da República. Duarte Nogueira pedirá investigação sobre a atuação de José Henrique Sadok de Sá, diretor executivo do Dnit que foi afastado na sexta-feira. Reportagem do Estado mostrou que a esposa dele, Ana Paula Batista de Araújo, assinou contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para tocar obras em rodovias em convênios vinculados ao órgão.

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