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PSDB promete usar de ‘meios legais’ contra fala de Dilma na TV

Sigla acusa presidente de usar máquina pública contra adversários e fazer propaganda eleitoral; em SP, mensalão pauta candidatos

EDUARDO KATTAH, BRUNO LUPION E RICARDO LEOPOLDO,

08 de setembro de 2012 | 18h59

Texto atualizado às 22h01

 

SÃO PAULO - O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), divulgou nota neste sábado, 6, na qual acusa a presidente Dilma Rousseff de uso da máquina pública para atacar adversários e fazer propaganda eleitoral em seu pronunciamento em cadeia de rádio e TV, na noite de quinta-feira. O partido, diz a nota, "usará dos meios legais e compatíveis" para "denunciar o uso indevido e eleitoral do último pronunciamento da presidente".

 

No Dia da Independência, Dilma chamou de "questionável" o modelo de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. "A exemplo do que alguns de seus ministros vêm fazendo nas campanhas municipais, prometendo tratamento privilegiado para os municípios que elegerem candidatos do PT, a presidente se valeu da prerrogativa de convocar uma cadeia nacional de rádio e TV para atacar a política de privatizações adotada pelo governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se seu governo não tivesse aderido à mesma tese”, diz Guerra no comunicado.

 

O PT se manifestou de forma oficial no início da noite. Sem rebater as críticas do PSDB, o presidente nacional petista, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse que o partido "recebeu com muito entusiasmo" o pronunciamento de Dilma, "principalmente quanto à decisão de reduzir as tarifas de energia elétrica". "Trata-se de uma medida de grande alcance, que reafirma o seu compromisso com o crescimento da economia brasileira e a melhoria da qualidade de vida da população", afirmou na nota de apenas três linhas.

 

Mensalão

 

Na nota tucana, Guerra cita ainda o mensalão. Diz que representantes do PT no governo "se valem da máquina pública para atacar adversários" e também para "tentar reduzir o desgaste sofrido pelo avanço das condenações no julgamento do mensalão". O escândalo também motivou hoje um embate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Em Parelheiros, o petista disse que Serra usa o julgamento do mensalão na campanha por não ter projetos e o desafiou a defender o legado do prefeito Gilberto Kassab (PSD). "Uma administração com 20% de aprovação e 80% de reprovação tem de partir para esse tipo de expediente", afirmou.

 

Na sexta, pela primeira vez, Serra mencionou a denúncia de compra de apoio no Congresso no horário eleitoral na TV. Durante agenda no Itaim-Bibi, hoje, ele voltou à carga: "Todo mundo sabe que o mensalão é assunto do PT. Quem comandou o mensalão, o chefe do mensalão é um dos chefes até hoje do PT. Se é um fenômeno partidário, é do PT", disse, fazendo referência implícita ao ex-ministro José Dirceu. "O STF já provou que o mensalão existiu. Não se trata de uso, trata-se de evidência".

 

Sobre o fato de ser apoiado por um dos réus do caso, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), ele minimizou: "Eu apoio a decisão da Justiça", disse. "Quem é inocente que seja inocentado, quem é culpado que seja culpado".

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