PSDB pode abrir mão de candidato para manter aliança

O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, disse hoje que os tucanos podem abrir mão de indicar a cabeça de chapa à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, em nome da manutenção da atual aliança governista, liderada pelo PSDB, PMDB e PFL. Pimenta afirmou que seria "extremamente arrogante" que qualquer partido da base exigisse para si, neste momento, a escolha do nome do candidato para disputa do ano que vem."Aquele que estiver melhor e, de fato, represente a continuidade dos projetos do governo, defenda a política econômica, pode ser o escolhido. O importante é que o candidato saia de um consenso, mantendo a nossa aliança", afirmou. Pimenta disse, porém, que o nome definitivo só aparecerá no "fim do primeiro trimestre do ano que vem."O ministro elogiou o desempenho da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), nas pesquisas de intenção de voto, que, segundo ele, deverão ser levadas em conta para a composição da chapa governista. "Acho bom que a Roseana esteja tendo um bom desempenho nas pesquisas, como acho bom também que os candidatos do PSDB e do PMDB estejam aparecendo", disse. Pimenta participou ontem da cerimônia de liberação de verba de R$ 7 milhões para a reforma da antiga sede da Casa da Moeda, no centro do Rio, que irá abrigar a nova sede do Arquivo Nacional. Na última pesquisa realizada pelo Ibope, a governadora do Maranhão aparece em segundo lugar na preferência do eleitorado em pelo menos dois cenários. Num deles, ela figura à frente do ex-governador Ciro Gomes (PPS); do governador de Minas, Itamar Franco (PMDB); e do ministro da Saúde, José Serra (PSDB). Roseana fica a um ponto atrás de Ciro em uma simulação feita sem Itamar. O candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva, lidera a disputa eleitoral nos dois cenários.Pimenta da Veiga defendeu as declarações do presidente Fernando Henrique, que na última terça-feira reclamou da timidez dos pré-candidatos governistas, como Serra e o governador do Ceará, Tasso Jereissati, para expor seus programas. "Na realidade, o presidente quis chamar a atenção para a necessidade dos ministros e de nossos aliados de defender as políticas do governo, que têm feito muitas realizações, mas que não estão sendo bem divulgadas", disse.O ministro das Comunicações criticou ainda a confusão provocada por parlamentares da oposição durante sessão de terça-feira, no Senado, que alterou a destinação de verbas do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Na ocasião, o presidente da Casa, Ramez Tebet (PMDB-MS), foi vaiado e chamado "ladrão" e "Bin Laden". "Por causa do comportamento de alguns parlamentares, o Congresso não pode continuar a cometer um gesto de insanidade. É necessário que a tranqüilidade se restabeleça, porque o objetivo final do Legislativo é votar e elevar o nível do debate", disse.

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