PSDB paulista quer evitar disputa por vaga ao Senado

A executiva estadual do PSDB deve definir hoje os critérios para a formação das chapas de deputado estadual e federal. Também na pauta da reunião, na sede regional, começará a ser avaliada a questão da vaga ao Senado porque há apenas uma para os virtuais cinco candidatos.Estão na disputa o ministro Paulo Renato (Educação), o ex-senador Pedro Piva, empresário e suplente do ministro da Saúde e pré- candidato à Presidência José Serra, que retoma seu lugar no Senado esta semana; os deputados federais José Aníbal (presidente nacional do PSDB) e Zulaiê Cobra Ribeiro; e a secretária estadual Rose Neubauer (Educação).Segundo o presidente regional do partido, deputado Edson Aparecido, a tendência é a de evitar a realização de prévias. "Queremos chegar a escolha sem disputa, primeiro vamos tentar a negociação interna", disse Aparecido. "Se não for possível, vamos à prévia, que deve ser em abril, mas não temos pressa para definir data nem os critérios."A outra vaga ao Senado, a renovação é de 2/3, já está garantida para o PFL, que deve apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin. Apesar do PFL nacional ter se manifestado contra, apresentando o senador Romeu Tuma como pré-candidato à sucessão paulista, Aparecido reafirmou que a reserva da vaga para o PFL está mantida.O encontro de hoje, segundo Aparecido, deve se concentrar nas discussões dos critérios que serão adotados para a escolha dos nomes que formarão as chapas proporcionais. "Como o PSDB defende a adoção do voto distrital misto, devemos montar as chapas de estadual e federal de forma que sejam atendidas as várias regiões do Estado", disse Aparecido.A idéia, explicou o presidente estadual do PSDB, é dividir o Estado em três: Interior, Capital e Grande São Paulo, escolhendo os candidatos por zonas. Outro critério para definir as candidaturas será o temático, como educação, ambientalista etc. São 315 vagas, entre federal e estadual. Mas esse número diminuir, dependendo do tamanho da coligação.O PSDB paulista também pretende pedir aos futuros candidatos aos legislativos estadual e federal que assumam uma "carta-compromisso". O teor desse documento, disse Aparecido, será discutido na reunião da executiva. "Essa carta terá uma natureza ética e vai exigir, por exemplo, que o candidato tucano abra sua declaração de Imposto de Renda."Proposta do TSESobre a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de padronizar as alianças eleitorais, Aparecido afirmou que seria "inviável" repetir a coligação nacional nos Estados. "É uma camisa-de-força. O Brasil tem 50 partidos e alguns deles só tem penetração regional", disse Aparecido. "A realidade nos Estados é diferente da nacional."Aparecido não questiona a legitimidade do TSE para disciplinar matérias eleitorais, mas contesta a tomada de uma decisão sem que ela tenha sido votada no Congresso Nacional. "Isso poderia ser feito após uma reforma política, mas sem base legal é engessar a política partidária", disse Aparecido referindo-se à proposta de padronização das coligações.

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