PSDB paulista esvazia encontro de coordenadores estaduais

Tucanos resolveram manter o encontro só com os sete representantes da Grande São Paulo

Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo, e André Mascarenhas, do estadao.com.br,

08 de março de 2010 | 14h57

A direção estadual do PSDB-SP resolveu esvaziar o encontro que estava marcado para a tarde desta segunda-feira, 8, para discutir as estratégias e o planejamento que serão adotados na campanha do governador do Estado, José Serra, pré-candidato do partido à Presidência da República.

 

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Foram convidadas cerca de 90 pessoas para o encontro, que reuniria os coordenadores políticos e executivos que irão atuar nesta campanha e os 47 coordenadores regionais do partido no Estado.

 

Os tucanos resolveram manter o encontro só com os sete representantes da Grande São Paulo, Santos e Campinas. Na noite do último domingo, 7, foi enviado um telegrama para os integrantes da sigla que já se encontravam na capital paulista.

 

O presidente estadual do partido, deputado federal Mendes Thame, procurou diminuir a importância da reunião. Segundo ele, trata-se de um encontro para identificar gargalos do partido em São Paulo. "Nosso objetivo é continuar organizando, mobilizando e motivando o partido", afirmou. Segundo ele, a partir de agora as reuniões serão subdivididas por regiões. Além do encontro desta segunda, com os representantes da Grande São Paulo, Santos e Campinas, haverá mais dois encontros, com coordenadores do interior paulista e da própria capital.

 

Ansiedade

 

Pressionado a responder se houve intervenção de Serra para esvaziar o encontro desta segunda, Thame tergiversou. "Pressão, não. Há uma ansiedade. Uma grande ansiedade. E não é só da militância. Acho que é uma ansiedade de todos aqueles que querem mudar os rumos da condução do País. Filiados ou não, nos pressionam para que a gente se defina logo. Mas essa pressão é algo difuso."

 

Segundo ele, não é papel do partido discutir a campanha. "Deram a entender que seria uma reunião para definirmos estratégias de campanha. Não é isso. Acho que nós temos que reforçar aquilo que faz o partido. O partido não coordena a campanha dos candidatos. O partido cuida da infantaria, para que seus filiados sejam mobilizados. Quem coordena a campanha é o próprio candidato."

 

Atualizado às 21h14

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