PSDB paulista comporá chapa majoritária em 2002

Apesar do governador Geraldo Alckmin negar sistematicamente que já esteja definido como o candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes em 2002, o apoio da bancada paulista do PSDB e do diretório regional à sua candidatura já é consenso. No ano que vem, além de oficializar o nome de Alckmin para disputar a reeleição, o partido deve definir também a chapa da coligação que, tudo indica, terá PTB e PFL na chapa majoritária. "Vai ser necessário jogo de cintura, para contemplar a todos", disse o deputado tucano Edson Aparecido.Recém-reeleito presidente do estadual do PSDB, em convenção realizada no último final de semana, Aparecido admite o tamanho da disputa mas avalia que é cedo discutir possíveis composições da chapa majoritária. "É natural pensar no assunto, mas cedo para falar sobre isso, imaginar como seria esta ou aquela chapa." Aparecido considera positiva a coligação PSDB-PTB-PFL e acrescenta o PPS à lista.Como Alckmin, o deputado acredita que o ideal seria o lançamento de uma chapa mista, encabeçada, é claro, pelo candidato tucano. "Esse é o nosso sentimento e é também a nova conjuntura política, que é pela coligação e pela amplitude", disse Aparecido. Na prática, porém, o que se tem são três vagas - uma de vice e duas para ao Senado - e muitos candidatos.Aliado antigo, o PTB cobra uma "coligação com dignidade", ou seja, reivindica indicar o vice ou uma das vagas ao Senado. "O nome é secundário, o que importa é o princípio. Estávamos com o Mário Covas, em 1998, quando ele tinha apenas 4% de votos, e em 2000 com o Alckmin, na mesma situação, com 1%", disse o deputado e líder petebista, Campos Machado.Campos - que foi vice de Alckmin na campanha municipal - evita fazer a indicação do próprio nome, mas lembra o do sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.O PFL, que também deseja a coligação, propõe uma negociação mais concreta, segundo afirmou o presidente estadual do partido, Cláudio Lembo. "Temos tido diálogos constantes com o PSDB, o que existe em termos de coligação é hipótese, não realidade", disse Lembo. "Mas nossa prioridade é a vaga para o Senado, queremos reeleger o Romeu Tuma, isso não dá para negociar. Quanto aos demais cargos majoritários, estamos abertos ao diálogo." Entre os possíveis candidatos a vice, Lembo cita o deputado federal Gilberto Kassab e Guilherme Afif Domingos.No próprio PSDB há pré-candidatos ao cargo de vice: o prefeito de São Bernardo, Maurício Soares, e o ministro da Educação, Paulo Renato. Este último também disputa uma das vagas do partido ao Senado. Uma liderança tucana lembra que a engenharia para montar a chapa majoritária estadual deverá ainda contemplar os interesses do PSDB nacional, que vai depender da indicação ou não do ministro José Serra (Saúde) à sucessão presidencial, também em 2002.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.