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PSDB oficializa apoio a protesto do dia 15, mas Aécio diz que não vai participar

Sigla vai mobilizar seus dirigentes e militantes no próximo final de semana; presidente do partido, contudo, negou que vá participar das manifestações

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 12h50


Atualizado às 22h20

Brasília - O PSDB oficializou nesta quarta-feria, 11, seu apoio às manifestações contra Dilma Rousseff convocadas para o próximo domingo. O principal partido de oposição do País, porém, não vai endossar explicitamente uma das principais bandeiras dos atos: o pedido de impeachment da presidente. O senador mineiro Aécio Neves, que comanda os tucanos nacionalmente, não vai comparecer aos protestos. Quer evitar críticas segundo as quais está incentivando um “3.º turno” da eleição. No ano passado, ele foi derrotado pela petista na corrida ao Planalto.

As investidas mais radicais ficarão por conta do Solidariedade (SD), partido de oposição que apoiou Aécio na sucessão de 2014. O presidente da sigla, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, anuncia hoje a defesa aberta do impeachment, o que tornará sua legenda a primeira a oficializar essa posição. 

Para embasar sua estratégia, Paulinho conta com quatro pareceres jurídicos. “A ideia é ter pelo menos 12 pareceres favoráveis ao pedido impeachment. A ideia é fazer uma consulta popular. Lançaremos nesta quinta-feira o primeiro ‘Fora Dilma’ oficial”, afirmou Paulinho. Depois que as assinaturas forem coletadas, o partido anexará a elas os pareceres e entrará com o pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. 

Além de PSDB e Solidariedade, outros partidos de oposição darão suporte aos manifestantes de domingo - os atos estão sendo convocados por grupos organizados da sociedade civil sem ligação direta com as legendas. São eles o DEM, o PSB e o PPS.

As posições agora oficializadas dos partidos de oposição em relação aos protestos de domingo já haviam sido mostradas pelo Estado na terça-feira.

Mobilização. Os tucanos disseram nesta quarta que vão convocar militantes para os atos de domingo, 15 de março. Apesar de não apoiar abertamente o impeachment, Aécio afirmou ontem que a palavra não pode ser “vetada”. “Não proibimos a palavra impeachment, mas essa não é nossa agenda neste momento”, afirmou em entrevista. 

O senador ironizou a manifestação convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Sem Terra (MST) para amanhã. “É algo muito arriscado o governo convocar aliados para protestar. Quando Collor fez isso assistimos aquele resultado”, disse, referindo-se ao fato de o ex-presidente - hoje senador - ter pedido, em 1992, que os brasileiros saíssem às ruas de verde amarelo; a convocação incentivou ainda mais o movimento que acabou em seu impeachment. 

Oportunidade. Na esteira dos protestos, o PSDB decidiu promover uma campanha nacional de filiação, que começará no dia 8 de abril. Depois da reunião da executiva, o senador ironizou os petistas que acusaram o PSDB de ter financiado o panelaço contra Dilma no domingo, durante o pronunciamento de rádio e TV da presidente. 

“É o cúmulo do ridículo os petistas dizerem que o panelaço foi patrocinado pelas oposições. Nem que nós tivéssemos crédito ilimitado nas Casas Bahia conseguiríamos comprar tantas panelas”, disse Aécio.

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