PSDB nega irregularidade em doação para Alckmin

Em nota divulgada hoje à tarde, o diretório estadual do PSDB rebate ação protocolada pela Procuradoria Geral Eleitoral questionando possíveis irregularidades na captação de recursos na campanha de Geraldo Alckmin ao governo do Estado. Os tucanos dizem que a arrecadação seguiu "estritamente" os critérios da legislação eleitoral e que a empresa UTC Engenharia S/A, que teve a doação questionada pela Procuradoria, não estaria impedida de fazer a contribuição.

EQUIPE AE, Agência Estado

12 de janeiro de 2011 | 18h19

"A empresa UTC Engenharia S/A não exerce nenhuma das atividades elencadas no Artigo 24, da Lei Eleitoral, não configurando-se, assim, como concessionária ou permissionária de serviços públicos. Suas contribuições às campanhas eleitorais, portanto, foram legítimas e estão em consonância com a legislação", diz a nota, assinada pelo presidente do diretório estadual, Antonio Carlos Mendes Thame.

A Procuradoria sustenta que Alckmin, por intermédio do Comitê Financeiro do PSDB, recebeu R$ 700 mil da UTC, que seria uma concessionária do serviço público de exploração de petróleo e gás natural e, portanto, considerada fonte vedada para doações eleitorais.

A ação contra Alckmin e outros 16 eleitos em São Paulo foi protocolada no dia 7 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A Procuradoria pede investigação judicial eleitoral e cassação dos mandatos. O diretório tucano afirma que vai provar na Justiça o "equívoco do fundamento da representação".

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