PSDB 'não consegue apresentar projeto que sensibilize o povo', diz Mercadante

Petista disse que acusações sobre 'caso dos aloprados' revela 'desespero' dos adversários

Rejane Lima, da Agência Estado,

01 de setembro de 2010 | 13h53

SÃO VICENTE - O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira, 1º, em São Vicente, na Baixada Santista, que a tentativa de seus adversários de ligar seu nome ao episódio conhecido como "dossiê dos aloprados", é um sinal de desespero. "Acho que é uma candidatura desesperada, que não consegue apresentar ao Brasil um projeto que sensibilize o povo", disse Mercadante, referindo-se tanto à eleição presidencial como à disputa do Palácio dos Bandeirantes.

 

De acordo com ele, essa é uma questão já resolvida do ponto de vista jurídico. "Eu não tenho nenhum problema em discutir esse tema. Teve uma CPI que meu nome não foi citado e na última eleição, quando eles (tucanos) entraram no TSE, não mencionaram meu nome. O MP disse que não havia nenhum indício da minha participação e o STF julgou, por unanimidade, anular e arquivar".

 

Mercadante lembrou ainda que seu nome vem subindo nas pesquisas de intenção de voto e que a polêmica sobre o vazamento dos dados de tucanos pela Receita Federal não mudam o cenário eleitoral. "O povo quer soluções, propostas e um caminho para São Paulo", disse o petista, que criticou a postura dos rivais tucanos: "Agora adversário é assim, quando não tem argumentos faz qualquer tipo de ataque."

 

Prefeitos aliados. Assim como o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, se reúne nesta quarta-feira com prefeitos na capital, Mercadante também acredita no apoio dos municípios para alavancar sua candidatura. Segundo ele, suas propostas têm sido recebidas "com muita simpatia" pelos prefeitos de todas as regiões visitadas. "Não é só o apoio de prefeitos que estão na base da nossa candidatura, mas também prefeitos do PMDB já manifestaram apoio no estado inteiro", disse, citando ainda apoio de prefeituras administradas por DEM e PTB. "São prefeitos que deveriam aparentemente estar na base do outro candidato, mas que querem uma mudança em São Paulo".

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