PSDB não age como rolo compressor, diz Feldman

O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), rebateu hoje as acusações de que seu partido age com um "rolo compressor", aprovando todos os projetos do Executivo. "Nós buscamos a saída no diálogo, até com a oposição. Não podemos tratar o PT como inimigo. Esse é um erro do PT no município, que os petistas começam a superar", disse. Ele destacou que mesmo tendo maioria na Casa, o governo paulista trata o Legislativo com distância, sem ver esse poder com características de subserviência. "Não é que o Executivo é muito forte ou que o PSDB tem condições numéricas de aprovar. É que diferentemente de outros locais - como a Câmara Municipal e o Congresso - nós conversamos e a oposição incorpora valores dela aos projetos originais, que acabam aprovados. Esse é um fato novo na Assembléia paulista", explicou Feldman.No entanto, ele reconheceu que a negociação não é garantia de nada, já que o Executivo pode discordar e acabar vetando o projeto que recebeu emendas da oposição. "Mas nessa situação ou mesmo quando a oposição é contra, o que se vê é que não há obstrução, esse processo que é cansativo, mas que foi diminuindo ao longo do ano", disse Feldman. "Basta ver o número de projetos do Executivo alterados e vetados para derrubar essa tese do rolo compressor."Durante o ano de 2001 a Casa realizou 192 sessões ordinárias, 88 sessões extraordinárias e 49 sessões solenes. Os parlamentares paulistas votaram 275 projetos de lei, 26 projetos de lei complementar, 4 propostas de emenda à Constituição, 11 projetos de resolução, 5 projetos de decreto legislativo, 2 moções, 229 requerimentos, 123 vetos. Destes vetos, 53 foram mantidos e 70 rejeitados.

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