PSDB não aceita detaques ao relatório, diz deputado

O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), integrante da CPI dos Correios, afirmou que o seu partido não aceita que após a votação do relatório final do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) sejam votados alguns destaques, relativos a temas divergentes entre oposição e governistas, como a definição do mensalão, a conceituação de que os recursos da Visanet, que abasteceram o esquema eram recursos públicos,e mudanças nos indiciamentos propostos pelo relator. Ontem, em reunião realizada na presidência do Senado, entre os integrantes da CPI, tanto da base governista como da oposição, foi anunciado um entendimento de que se buscaria um relatório mais consensual possível e que os pontos polêmicos seriam colocados em destaque, para votação em separado.Paes, porém, foi enfático ao afirmar que o regimento tem de ser obedecido e por isso o partido não aceita essa hipótese. De acordo com o regimento, votado o relatório original, se aprovado, está encerrada a discussão. Se rejeitado, passa-se a votar as propostas de voto em separado. "Não aceitamos nada de destaques, no caso da aprovação do relatório, porque isso não está previsto no regimento", disse Paes, acrescentando que não foi comunicado pelo deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) da existência desse acordo. Paes afirmou, no entanto, que o PSDB tem disposição de negociar a produção de um relatório consensual e que o partido seguirá as decisões que forem tomadas pelo relator Osmar Serraglio (PMDB-PR).Hoje, pela manhã, o deputado ACM Neto afirmou que o PT ficou de levar à Comissão de Sistematização do Relatório Final propostas concretas para a mudança dos pontos polêmicos do documento. Segundo ele, o que os parlamentares querem, em princípio, é um relatório de consenso que não gere a necessidade de votar destaques.

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