PSDB lança portal para divulgar suas práticas sociais

Na intenção de desconstruir a principal bandeira petista e a começar a preparar o terreno para a disputa à Presidência da República no ano que vem, o PSDB lançou o Portal Social do Brasil. O canal vai armazenar programas e práticas sociais desenvolvidas pela legenda em seus governos e pretende "criar uma identidade entre os programas", conforme destacou o presidente da legenda, possível nome na corrida à presidência, o senador Aécio Neves (MG).

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

04 Setembro 2013 | 19h32

Aécio classificou os programas de transferência de renda implementados pelo atual governo de "marketing" e chamou de "mentirosa" a afirmação de fim da extrema pobreza alardeada pelo governo. "Lideranças políticas querem se apropriar quase com exclusividade da agenda social. É gente que trata a pobreza como coisa do passado e nós sabemos que não é verdade.", afirmou na tarde desta quarta-feira, 4, no lançamento do portal.

Com a divulgação de mais de 40 ações implantadas em oito governos do partido, o PSDB espera tirar do PT o monopólio dos programas sociais. "Estamos a partir de agora convidando e chamando para a discussão desses temas a sociedade com a responsabilidade e autoridade de quem fez as maiores e mais importantes transformações nesta área na história recente do Brasil", destacou o senador mineiro.

A página vai apresentar experiências bem-sucedidas de programas sociais desenvolvidos por governos estaduais administrados pelo PSDB, e, num segundo momento, de prefeituras. São 40 ações sociais implantadas em oito Estados administrados pela legenda. Parte disso deve ser usado no programa de governo do partido na campanha eleitoral.

Consultas

O portal vai permitir que os gestores façam consultas online sobre a execução desses programas. Eles também poderão entrar em contato com os técnicos ou agenda visitar às cidades onde as ações têm funcionado. "É uma forma de darmos vida ao partido, para permitirmos que os nosso companheiros do Sul conheçam as experiências do Norte, e sempre buscando facilitar o acesso às informações."

"Vamos mais uma vez mostrar ao País aquilo que já sabemos: quem efetivamente cuidou do Brasil, quem mais ajudou os mais pobres e quem permitiu que esse Brasil, durante um longo período, crescesse de forma sustentável. Foi o PSDB e é por isso, para que o Brasil não deixe escorrer pelos dedos, muitos desses avanços é que estamos nos preparando novamente para governar o Brasil", finalizou o possível candidato do partido na disputa pelo Planalto.

Aécio não foi o único que criticou o PT. O ex-presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra (PE) disse que o atual governo, na verdade, criou pessoas dependentes dos programas de transferência de renda e são essas as que votam no partido. "Não se fez nada concreto para transformar aquela população dependente em cidadãos brasileiros. Setores menos dependentes no Brasil tendem a ser do PSDB ou mais próximos dele. Setores mais dependes ainda se subordinam à política da assistência em vez do desenvolvimento", ressaltou.

Em críticas direta à gestão petista, Guerra disse que o Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal, "substituiu os coronéis do sertão". O ato reuniu outras lideranças do partido, como os governadores Marconi Perillo (GO) e Teotônio Vilela (AL).

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