PSDB já busca de apoios a Serra, inclusive do PP, de Maluf

O PSDB paulista inicia hoje sua peregrinação para formar alianças com as legendas derrotadas no primeiro turno da eleição da cidade de São Paulo. Os tucanos prometem buscar apoio de "todos os partidos" para a candidatura José Serra, inclusive o PP, de Paulo Maluf, mas não falam na presença do ex-prefeito em atos públicos, apesar dele ter obtido 11% dos votos válidos."Palanque é uma coisa mais simbólica. Nosso entendimento é que os eleitores de Maluf estarão conosco", disse à Agência Estado o presidente municipal do PSDB e coordenador da campanha de Serra, o deputado estadual Edson Aparecido. "Nas pesquisas do Datafolha, 73% dos malufistas disseram que estariam com Serra no segundo turno e nós vamos atrás desses votos", adicionou.Aparecido admitiu que os primeiros encontros políticos deverão acontecer a partir de hoje, mas não revelou quais poderão ser os novos aliados. "Vamos procurar ampliar nossa base na sociedade, porque esse é o grande desafio nesse momento. O Serra era a segunda opção do eleitorado, apontavam as pesquisas, e queremos materializar esses votos", argumentou.O coordenador tucano avaliou que o caminho de seu partido para negociar apoios poderá ser facilitado por conta da postura "constrangedora" adotada pelo PT ainda no primeiro turno. "Não procuramos ninguém antes da apuração final, em respeito aos candidatos, em uma postura totalmente diferente do PT, que saiu constrangendo os partidos e candidatos anunciando apoios", acusou.O desempenho do PSDB na Câmara Municipal, com a reeleição de oito parlamentares e a inclusão de outros cinco, também foi apontado por Aparecido como um fator de importância para ajudar a candidatura de Serra. "Eleitos e não-eleitos estarão na campanha conosco, inclusive buscando apoio de outros partidos", adiantou. "Nossa votação (na Câmara) demonstra que a população capitalizou o sentimento da cidade de que o PSDB resistiu aos projetos danosos do PT, como obras eleitorais, cortes orçamentários de saúde e educação e a criação de taxas. Esse sentimento deve permanecer para o segundo turno", complementou.

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