PSDB fará o 'possível' para barrar Venezuela no Mercosul

Chávez não terá ingresso aprovado, diz nota do partido; venezuelano criticou Congresso por atrasar votação

AE e Reuters,

21 de setembro de 2007 | 15h20

O PSDB vai fazer "o possível e o impossível" para impedir a aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul, informou em nota o líder do partido, senador Arthur Virgílio (AM), nesta sexta-feira, 21. "A depender do PSDB, a Venezuela de Chávez não terá o ingresso aprovado. Há, para isso, razões legais, políticas, econômicas e éticas", disse Virgílio na nota. "Não adianta ele pressionar com esse discurso atrasado e com esse cacoete de insultar parlamentares para forçar a aprovação do ingresso do seu país no Mercosul." Na última quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou o Congresso brasileiro de atrasar a votação da adesão do País no bloco - composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - por submissão aos interesses dos Estados Unidos. Veja também:  'Chávez tem pesadelos com os EUA' Chávez acusa o Congresso brasileiro de submissão aos EUA Cronologia do impasse entre o Senado brasileiro e Hugo Chávez    Você acha que a Venezuela deve entrar no Mercosul?  Dê a sua opinião sobre as declarações de Chávez "Em marcha batida rumo a um regime ditatorial, o governo de Chávez não preenche o requisito da cláusula democrática do Tratado do Mercosul... E este não pode servir de palco para as diatribes de Chávez contra os Estados Unidos, que devem ser vistos como importante parceiro econômico", afirma o texto.  O líder do DEM no Senado, senador José Agripino (RN), também protestou contra as declarações de Chávez. Em nota divulgada nesta sexta-feira, ele afirmou: "diante de tanta fanfarronice, já estou achando melhor não aceitá-lo para não nos arrependermos amanhã dos incômodos de sua companhia". No encontro de Chávez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira em Manaus, o mandatário brasileiro disse que o Palácio do Planalto está trabalhando para obter a aprovação da adesão da Venezuela ao Mercosul e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que esse processo deve ser concluído até dezembro. Em meados de junho, Chávez criticou o Senado brasileiro por aprovar um requerimento pedindo a devolução da concessão do canal RCTV, que não foi renovada. Chávez revidou dizendo que o Senado brasileiro era "como um papagaio" do Congresso norte-americano. Um mês depois, o presidente venezuelano afirmou que dava prazo de três meses para o Mercosul admitir o seu país na união aduaneira, o que foi rechaçado por críticos nos quatro países que compõem o bloco. (Com João Domingos, do Estadão)

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