PSDB estuda apoiar Itamar Franco para prefeitura de BH

Outros dois nomes aparecem na disputa, os tucanos João Leite e Eduardo Azeredo

Eduardo Kattah, do Estadão,

25 de julho de 2007 | 22h58

O PSDB mineiro incluiu o ex-presidente Itamar Franco (sem partido) como opção para a disputa no ano que vem pela prefeitura de Belo Horizonte, comandada pelo PT desde 1993. Embora dois nomes já despontem como pré-candidatos tucanos - o deputado estadual João Leite e o senador Eduardo Azeredo -, a hipótese de apoio a uma eventual candidatura de Itamar, aliado de primeira hora do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), é avaliada. Neste caso, o ex-presidente se filiaria ao PPS e disputaria a sucessão municipal com o apoio do PSDB.   O presidente do diretório estadual, deputado federal Nárcio Rodrigues, disse ao jornal O Tempo, em matéria publicada nesta quarta-feira, 25, que a intenção do PSDB é estimular nomes para a disputa pela capital mineira. "Agora surge o nome do Itamar Franco. Ele sempre nos apoiou no PSDB e será acolhido por nós em uma aliança com o PPS".   Sem partido desde que deixou o PMDB, no ano passado, após perder para o ex-governador Newton Cardoso a convenção que indicou o candidato ao Senado, o ex-presidente vem sendo assediado pelo PPS e se reuniu recentemente com o presidente nacional da legenda, Roberto Freire. No início da semana, o diretório mineiro do PPS o homenageou com uma placa alusiva "aos feitos políticos e administrativos do período em que esteve à frente dos destinos do País".   Itamar disse que vai estudar o estatuto do partido e nas vezes que foi questionado negou interesse em disputar a prefeitura da capital. Para isso, ele teria de transferir para Belo Horizonte seu domicílio eleitoral até outubro próximo, um ano antes da eleição.   O ex-presidente ocupa atualmente o cargo de presidente do Conselho Administrativo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e ensaia seu retorno à cena política, apoiado na bandeira da candidatura de Aécio à Presidência da República em 2010. Itamar já disse que se dispõe a dar "qualquer contribuição" para a que o governador alcance o Planalto e se eleja como sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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