PSDB enfatiza que terá candidato próprio à Prefeitura de São Paulo

Em outubro, Alckmin disse estar 'aberto' a aliança com PSD de Kassab

Bruno Boghossian, do estadão.com.br, e Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2011 | 19h41

Um mês depois que o governador Geraldo Alckmin declarou estar "aberto" a uma aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab, o comando do PSDB paulista enfatizou que terá candidato próprio na capital paulista em 2012. Em nota elaborada após uma reunião com os pré-candidatos tucanos, o partido reafirma que participará da disputa pela Prefeitura e declara que sairá unido das prévias que definirão o nome do postulante ao cargo.

 

A versão inicial do texto, divulgado no fim da tarde, tinha a assinatura do presidente do nacional, Sérgio Guerra, que foi retirada da nota enviada ao público – ficaram apenas as assinaturas dos presidentes do diretório estadual, Pedro Tobias, e do municipal, Julio Semeghini.

 

Os pré-candidatos também não assinaram o documento. "Ele não passa de uma nota de boas intenções", disse o pré-candidato Ricardo Tripoli, para quem o partido deve, "em respeito aos filiados", marcar a data das prévias e definir os locais de votação.

 

"Concluído o processo de prévias e indicado o candidato, continuaremos todos unidos, mobilizados e motivados a sair às ruas e defender nossa proposta para administrar São Paulo, vencendo as eleições", disse o PSDB paulista na nota.

 

Em um café da manhã realizado nesta terça-feira, 22, os dirigentes do PSDB paulista e os pré-candidatos rejeitaram a avaliação de que o partido estaria enfraquecido e poderia abrir mão da cabeça de chapa na capital. "O partido é forte, está em um bom momento e tem um governador bem avaliado. Por que desistiríamos de lançar um candidato?", questionou o secretário de Cultura de Sâo Paulo, Andrea Matarazzo, que pretende concorrer à Prefeitura pela legenda.

 

Conforme noticiou o Estado na segunda-feira, 21, a cúpula do PSDB avalia que a situação do partido é difícil para 2012 e trabalha com a possibilidade de não passar para o segundo turno. Uma alternativa à legenda seria abrir mão da cabeça de chapa para apoiar outro candidato.

 

Além dos presidentes dos diretórios, participaram do café da manhã três pré-candidatos: os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Minas e Energia). O deputado federal Ricardo Trípoli, também pré-candidato, não esteve presente.

 

O discurso oficial dos tucanos, no momento, é de fortalecimento da candidatura própria. Os líderes locais defendem que o partido só comece a discutir alianças para as eleições após a escolha do candidato, em prévias que serão realizadas no primeiro trimestre do ano que vem.

 

Os pré-candidatos pressionam o comando do partido para a definição da data de realização dessas prévias. "Quero que sejam marcadas logo, não importa se para janeiro ou março", disse Bruno Covas.

 

"As coisas caminham bem para janeiro", resumiu Aníbal. O Palácio dos Bandeirantes prefere, no entanto, que as prévias aconteçam em março.

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