PSDB 'endurece' e deve dificultar aprovação da CPMF, diz Viana

Interino do Senado diz que obstáculo se deve à posição de deputados e do Diretório, que não querem acordo

Agência Brasil

05 de novembro de 2007 | 16h42

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), reconheceu nesta segunda-feira, 5, que o governo federal terá "um pouco mais de dificuldade" no processo de negociação com o PSDB para aprovar a prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, isso se deve "ao endurecimento" da bancada tucana na Câmara e do Diretório Nacional, que não querem o acordo. Para Viana, os interlocutores do governo terão que ter "paciência e um trabalho intenso para construir o resultado no Senado.   Veja também:      Entenda a cobrança da CPMF  Governo apresenta proposta sobre CPMF ao PSDB nesta 2ª Veja as 9 propostas do governo ao PSDB para prorrogar a CPMF Veja os 5 pontos apresentados pelo PSDB para negociar a CPMF   Diferentemente da Câmara, o governo encontra resistência para aprovar a CPMF no Senado. O PSDB é o "fiel da balança" para que a CPMF passe, já que o DEM fechou questão contra. Mesmo com as pressões internas de parte dos tucanos, o presidente interino do Senado considera que as condições para o entendimento estão postas e "a possibilidade para o entendimento é grande".   Tião Viana lembrou que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, já apresentou a defesa pela aprovação da PEC da CPMF e outros governadores querem achar um caminho para o entendimento. A primeira proposta da área econômica foi feita na semana passada a senadores do PSDB pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.    "O PSDB fez suas contra-argumentações, e agora nós vamos ver por onde se constrói o entendimento", disse Tião Viana. O petista considera que a participação dos governadores peessedebistas nestas discussões pode ajudar no processo de negociação que permita aprovar, no Senado, a proposta de emenda à Constituição (PEC).   "Os governadores entram neste diálogo porque têm interesse nesse tipo de matéria, no que significa isso para a vida de seus estados", afirmou. Para o parlamentar, ao inserir os governadores neste debate o Congresso dá um sentido mais amplo às conversas. "Amplia-se a visão de CPMF para uma visão de reforma tributária".     Proposta fechada   O governo deve fechar nesta segunda-feira, 5,  a proposta que será apresentada ao PSDB em troca de apoio a aprovação da prorrogação da CPMF, segundo a rádio CBN. Na última quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou oito propostas ao partido, como o aumento dos recursos para a área de saúde em R$ 23 bilhões em quatro anos; sendo R$ 4 bilhões já em 2008 e a isenção de pagar o tributo da população que ganha acima de R$ 1.640,00 .   O PSDB vai analisar as propostas apresentadas pelo governo nesta terça-feira, em reunião marcada pela Executiva do partido, às 19 horas. na tentativa de aprovar a prorrogação da CPMF. Antes, estão previstas reuniões das bancadas de senadores e de deputados.

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