PSDB e PSOL não tentarão impedir diplomação de Lula

PSDB e PSOL decidiram não tomar nenhuma providência contra a diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa da rejeição das contas do PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PFL e o Movimento Democrático (resultado da fusão de PPS, PHS e PMN), no entanto, ainda vão consultar suas assessorias jurídicas para então saber se fazem alguma coisa ou não. "Essa questão agora é com a Justiça. Nós disputamos e perdemos a eleição. Não temos nada com isso", disse o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). "O povo, mesmo sabendo das falcatruas do PT e das suspeitas que pesavam contra o presidente, votou na reeleição de Lula. Qualquer iniciativa agora só vai tumultuar o processo. Acho que cabe ao Judiciário qualquer decisão", disse a presidente do PSOL, senadora Heloisa Helena (AL). "Vou esperar a publicação do acórdão do TSE. Depois, nossa assessoria jurídica vai estudar se cabe alguma iniciativa por parte do partido", afirmou o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Já o deputado Raul Jungmann (PE), vice-líder do MD, afirmou que o partido também consultará sua assessoria jurídica para se inteirar da possibilidade de tomar ou não alguma atitude em relação à diplomação de Lula. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta madrugada, por quatro votos a três, as contas do comitê financeiro do PT em relação à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas aprovou as contas da campanha à reeleição do presidente. O comitê teria recebido R$ 10 mil da Deicmar, concessionária de serviço público no porto de Santos, o que é proibido pela legislação eleitoral. O partido pode ser punido com a suspensão dos recursos do Fundo Partidário a que terá direito no próximo ano, mas é pouco provável que a decisão impeça a diplomação do presidente Lula. O PT é o único partido que tem duas contas nas campanhas eleitorais: a do comitê e a do candidato.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2006 | 21h22

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