PSDB e PMDB ficam neutros no Rio; tucanos oficializam apoio ao PSB em Recife e Olinda

Senado e presidente nacional do PSDB afirmou que Marcelo Freixo, no Rio, representa 'a negação daquilo que o PSDB acredita'; Orientação do PMDB aos filiados é que não apoiem formalmente nem Crivella (PRB), nem Freixo (PSOL)

Erich Decat e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 20h27

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira, 4, que o partido ficará neutro na disputa pelo segundo turno no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, a disputa foi para o segundo turno e será realizada entre Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL).

“Respeitando a decisão local do partido, o nosso caminho é de não apoio formal a qualquer uma das candidaturas. O candidato Freixo representa, do ponto de vista de sua visão política, a negação daquilo que o PSDB acredita”, afirmou Aécio Neves. Ele também ressaltou que não havia nenhuma “identidade” do partido com Marcelo Crivella. “Portanto, não haverá no Rio de Janeiro apoio formal do PSDB a qualquer uma das candidaturas”, acrescentou.

Na disputa pela prefeitura do Rio, o PSDB lançou Osório, que ficou em sexto colocado com 8,62% dos votos válidos.

Se no Rio de Janeiro as negociações não avançaram, no Estado de Pernambuco, o PSDB decidiu apoiar candidatos do PSB, que foram para o segundo turno em Recife e Olinda.

“Quero afirmar oficialmente que o PSDB apoiará a candidatura do prefeito Geraldo Julio, do PSB, porque encontra com ela uma enorme identidade. Além disso, o PSDB também apoiará em Olinda o deputado Antônio Campos”, afirmou Aécio.

Na disputa pela capital pernambuco, o atual prefeito, Geraldo Júlio (PSB) irá disputar o segundo turno com João Paulo (PT). Já em Olinda a briga será entre Antônio Campos (PSB), irmão do ex-governador Eduardo Campos, e o Professor Lupércio (SD).

PMDB. O PMDB do Rio decidiu ficar neutro no segundo turno. A orientação dada aos filiados é que não apoiem formalmente nem o candidato do PRB, Marcelo Crivella, nem o do PSOL, Marcelo Freixo. Não haverá punição, no entanto, para aquele que se engajar em uma das duas campanhas. Pedro Paulo, que terminou atrás de Freixo, já havia declarado que não apoiaria nenhum dos dois. O partido rejeita a pecha de o grande derrotado dessas eleições. Em nota divulgada, o diretório fluminense lembra que é o partido com o maior número de prefeitos eleitos no Estado:19.

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