PSDB e PFL querem oposição com responsabilidade e com cobranças

As cúpulas do PSDB e do PFL decidiram ontem, no jantar oferecido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fazer uma oposição com responsabilidade ao governo, mas cobrar resultados e marcar sempre a posição dos dois partidos em relação a temas importantes como a condução da política econômica. "Vamos atuar em conjunto, marcar nossa posição na discussão de temas para que as pessoas percebam a diferença entre o governo do PT e o governo anterior", disse o líder do PFL, senador José Agripino (RN). Segundo ele, durante o jantar foi feita uma avaliação do governo do presidente Lula, concluindo que está sem comando, além de mostrar problemas na máquina administrativa por conta da ineficiência de quadros do PT no segundo escalão. Os tucanos e os pefelistas apontaram também como ponto negativo do governo a briga pública entre ministros. Na avaliação do PSDB e do PFL, o próximo passo que mostrará a fragilidade do governo será a ocupação do PMDB na administração. "Agora vamos esperar o desempenho dos aliados, sobretudo o PMDB, partido de que todos conhecem os hábitos", disse Agripino. A avaliação dos participantes do jantar é de que com a fragilidade do governo o PMDB tentará ocupar mais espaço e influir mais. "O governo está se desmilingüindo", resumiu Agripino, ressaltando que o ministro da Casa Civil, José Dirceu, que é o coordenador dos ministros, está fragilizado, sendo obrigado a todo o momento dizer que a crise já está superada. O senador José Agripino disse que a reunião de ontem não foi para decisões e nem para definir estratégias para o futuro, mas para afinar pontos de vista entre os dois partidos e concluir que vão fazer uma oposição vigorosa. Participaram do jantar os presidentes do PSDB, José Serra, e do PFL, Jorge Bornhausen, o vice-presidente do PFL, senador José Jorge, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o seu secretário de governo, Arnaldo Madeira e os líderes no Senado, Arthur Virgílio (PSDB) e José Agripino(PFL).

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