PSDB e PFL podem romper na disputa pela Prefeitura de SP

PSDB e PFL têm a intenção de disputar a Prefeitura de São Paulo em 2008, rompendo a aliança dos dois partidos que dura pelo menos 16 anos. Nesta quarta-feira, 28, enquanto o recém-eleito presidente do PFL (rebatizado de Democratas), Rodrigo Maia (RJ), saía em defesa da reeleição do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), a cúpula do PSDB lançava o nome do ex-governador Geraldo Alckmin à corrida municipal no ano que vem."A candidatura de Alckmin é um caminho quase natural e de expectativa do partido", disse o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). "Não existe nenhum canal umbilical que nos ligue ao PSDB", observou o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM), certo de que o candidato natural é Kassab e ele não abrirá mão da reeleição em favor dos tucanos, mesmo que o candidato em 2008 seja Alckmin.PSDB quer aliançaO PSDB ofereceu nesta quarta-feira um "jantar de boas vindas" a Alckmin, que está de volta ao Brasil depois de dois meses nos Estados Unidos, fazendo um curso na Universidade de Harvard. Também foram convidados a participar da homenagem o governador de São Paulo, José Serra, e as bancadas tucanas na Câmara e no Senado.Tasso salientou, no entanto, que o PSDB quer disputar a prefeitura em uma coligação com os Democratas. "Seria importante termos uma aliança com os Democratas", afirmou, ao destacar que, a seu ver, o PFL ainda não tinha uma posição fechada sobre o lançamento da candidatura à reeleição do atual prefeito paulistano. Carreira solo"Cada partido tem que ter seu projeto de poder. Vamos construir o nosso", contestou Rodrigo Maia, mostrando que o DEM nasce mais distante do PSDB do que a sigla que o antecedeu. Maia fez questão de lembrar que, quando o PFL lançou a senadora Roseana Sarney (MA) na corrida presidencial de 2002, "foram eles (os tucanos) que destruíram a candidatura". Na mesma linha, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL), deixou claro que a proximidade entre o PSDB e o Democratas dependerá muito do comportamento eleitoral dos tucanos nas eleições municipais de 2008. "Isso passa por São Paulo, que é simbólico, pois o prefeito Gilberto Kassab é o candidato natural à reeleição", afirmou Arruda. O governador lembrou ter apoiado o tucano Geraldo Alckmin para presidente e, mesmo assim, teve que enfrentar, na disputa pelo governo do Distrito Federal, a tucana Maria de Lurdes Abadia. "O que pode unir PSDB e Democratas, em 2010, são as boas alianças que construirmos em 2008", concluiu Arruda.Discussão antecipadaKassab, no entanto, observou que é muito cedo para falar em eleição municipal e destacou que a aliança entre o DEM e os tucanos na capital no Estado de São Paulo "é muito sólida e consistente". O prefeito insistiu que a eleição de 2008 não está em pauta e disse que pode, ou não, vir a ser candidato à reeleição. Informado de que o ex-presidente do PFL Jorge Bornhausen e Rodrigo Maia afirmaram não abrir mão de sua candidatura à reeleição, Kassab disse que respeita muito a opinião de ambos, mas reiterou que a aliança paulista "é sólida" e tem como líder maior no Estado o governador José Serra (PSDB). Kassab completou: "Ficaria muito contente se essa aliança tiver como candidato à Presidência, em 2010, o governador José Serra". (Colaborou Eugênia Lopes)

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