PSDB e DEM tentarão barrar mudança na Lei Eleitoral

Em reunião, presidente do DEM classifica de 'casuísmo' debate sobre 3º mandato do presidente Lula

ELISABETH LOPES, Agencia Estado

14 de abril de 2008 | 21h02

O temor de um eventual terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possibilidade da derrubada da reeleição com a instituição de um mandato de cinco anos levaram as cúpulas do PSDB e do DEM a decidir nesta segunda-feira, 14, tentar barrar no Congresso qualquer matéria que modifique a legislação eleitoral. A decisão foi tomada após uma reunião de mais de duas horas, em São Paulo, com dirigentes dos dois partidos, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), classificou de "casuísmo" as discussões sobre um terceiro governo seguido de Lula. Sobre a instituição da reeleição no fim da primeira gestão de Fernando Henrique, Maia argumentou: "Ainda estamos testando a reeleição e ela teve sentido lá atrás. Agora, o terceiro mandato não tem sentido, é casuísmo." Já o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), defendeu um discurso unificado para a oposição. Além das duas legendas não votarem mudanças nas regras eleitorais, Guerra disse que é fundamental a oposição não ficar à reboque da administração federal. "Queremos ter uma ação mais pública e trabalhar com regras de conduta para essas eleições municipais, num debate objetivo", emendou. Ele reiterou que as siglas não votarão o eventual terceiro mandato ou o fim da reeleição. "Não iremos votar nada disso", afirmou. Guerra e o presidente nacional do DEM desconversaram quando sobre o impasse no cenário eleitoral em São Paulo, onde as duas agremiações devem concorrer com candidaturas próprias, pelo menos no primeiro turno.DificuldadesO presidente nacional do PSDB e Maia disseram que, apesar das dificuldades em unir os dois partidos numa única chapa, as conversas continuam. Se não for mesmo viável, tucanos e democratas devem formar um pacto de não-agressão e unir esforços num eventual segundo turno. "Nosso adversário maior é o PT, não podemos nos esquecer disso", disse o presidente nacional democrata.

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