PSDB e DEM têm dificuldade para manter aliança em SP

A menos de seis meses da definição das candidaturas para a Prefeitura de São Paulo, DEM e PSDB - que protagonizaram em 2004 a aliança que derrotou o PT e elegeu pela primeira vez um candidato tucano na capital paulista (José Serra, atual governador do Estado) - tentam chegar a um acordo para repetir a parceria nas eleições municipais deste ano. Apesar da disposição, lideres das duas legendas afirmam que querem a cabeça de chapa e não irão se contentar com a vaga de vice.O vice-presidente do DEM, o deputado federal José Carlos Aleluia (BA), é um dos que defendem a reeleição do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Sem entrar na polêmica em torno da tradicional aliança com os tucanos, que já manifestaram o desejo de lançar Geraldo Alckmin (PSDB) para a disputa municipal, o deputado afirmou: "Nós não somos o vice-partido, somos o partido e queremos lançar a candidatura de Kassab a prefeito e não a vice neste pleito".Aleluia disse ainda que o DEM já demonstrou muito "apoio e solidariedade" ao PSDB ao longo de várias eleições, citando como exemplo as que elegeram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito José Serra. "Nós sempre apoiamos os tucanos quando achamos que isso era adequado", disse Aleluia, lembrando que, nessas ocasiões, o PSDB ficou com a cabeça de chapa, e o DEM, com a vaga de vice."Acredito que é hora de termos reciprocidade dos tucanos e gostaríamos de contar com o apoio do PSDB nessas eleições." Aleluia ressaltou que "não teria lógica nenhuma o Kassab não disputar a reeleição, pois está muito bem posicionado nas pesquisas e conta com o apoio da população".AlckminPara o presidente estadual do PSDB, deputado Mendes Thame, juntos, DEM e PSDB teriam mais chances conquistar a Prefeitura de São Paulo e derrotar um candidato do PT. Porém, ele ressaltou que o DEM tem autonomia, direito e legitimidade para lançar uma candidatura própria. Quanto ao PSDB, o deputado ressaltou que se o ex-governador Geraldo Alckmin quiser ser candidato, ele contará com o apoio do partido."Há quatro anos formamos uma coligação vitoriosa, e politicamente nosso esforço será o de manter essa unidade pois isso aumenta exponencialmente nossas chances de derrotar um adversário comum, o PT", disse. "Mas as aspirações de Kassab e Alckmin são legítimas e influem nas decisões e encaminhamentos. A lógica política nem sempre prevalece sobre os desejos legítimos e aspirações pessoais", afirmou Thame.Entretanto, para ele é cedo cogitar se a aliança deixará de existir ou se algum deles sairá como vice da chapa, pois a decisão sobre o assunto deverá ser tomada apenas no final de maio ou início de junho. De qualquer forma, ele destacou que a candidatura de Alckmin, que disputou a presidência do País na última eleição, não é algo que pode ficar para o segundo plano.

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