PSDB do Piauí ajuíza ação por crime de corrupção envolvendo ministro Padilha

Ele teria trocado recursos públicos do PAC, no valor de R$ 108 milhões, por apoio político do prefeito de Teresina

Luciano Coelho, Especial para O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2010 | 15h46

O PSDB do Piauí representou criminalmente contra o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, por corrupção eleitoral. Ele teria trocado recursos públicos do PAC, no valor de R$ 108 milhões, por apoio político do prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB), em favor da candidatura de reeleição do governador Wilson Martins (PSB). O dinheiro seria destinado a obras de infraestrutura e drenagem na capital do Piauí. Padilha pediu licença do cargo de ministro para se engajar na campanha de Dilma Rousseff.

 

A ação para vigorar contra o ministro Padilha deve ser representada junto à Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, requerimento feito pela assessoria jurídica da coligação A Força do Povo, encabeçada pelo PSDB, ao Ministério Público Eleitoral.

 

A assessoria jurídica do candidato a governador Sílvio Mendes (PSDB) ajuizou a representação contra o prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB) por corrupção eleitoral passiva. Segundo a advogada Geórgia Nunes, foi pedida uma investigação criminal alegando que o prefeito declarou que trocou o apoio político ao Governo por recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

O PSDB ainda representou contra o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que é o corruptor, segundo a ação. A Procuradoria Geral Eleitoral vai fazer uma investigação criminal e judicial eleitoral contra o governador Wilson Martins (PSB), o prefeito Elmano Ferrer e o ministro Alexandre Padilha.

 

A assessoria jurídica fez uma representação criminal e pediu ao Ministério Público que apure o crime de corrupção eleitoral. O próprio prefeito declarou que trocou o apoio político em troca de recursos do PAC. Isso é corrupção eleitoral, comentou a advogada.

 

"Fizemos a representação para o Ministério Público. As provas devem ser encaminhadas a Procuradoria Geral Eleitoral para representar contra o ministro Padilha, que é o corruptor para investigar o mesmo fato", informou Geórgia Nunes.

 

Ainda existe uma ação de investigação judicial eleitoral que está sendo ajuizada contra o governador Wilson Martins e o prefeito Elmano Ferrer por abuso de poder econômico e abuso de poder político.

 

"Eles confessaram que a máquina pública federal e os recursos públicos estão sendo utilizados para beneficiar a candidatura do governador Wilson Martins. Eles falaram num montante considerável de R$ 108 milhões. Esse é um fato muito grave e que deve ser enfrentado. Isso é um abuso feito através do Governo Federal e do Governo do Estado", argumentou Geórgia Nunes.

 

A representação eleitoral pede a abertura de investigação criminal por crime de corrupção eleitoral. O prefeito confessa que seu apoio ao candidato Wilson Martins foi condicionado a liberação de recursos, segundo a assessoria jurídica dos tucanos.

 

No inicio da campanha a Executiva Regional do PT representou oficialmente à Executiva Nacional e à Comissão de Ética do PT contra o ministro Padilha, porque ele declarou apoio e gravou mensagem ao candidato a senador Ciro Nogueira (PP), quando o partido tinha os dois candidatos ao Senado: Wellington Dias e Antônio José Medeiros. Foram eleitos senadores Wellington Dias e Ciro Nogueira.

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