PSDB diz que programa de Haddad é 'pirotecnia'

Após o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, anunciar o seu programa de governo, a campanha do candidato tucano, José Serra, rebateu o documento dizendo tratar-se de uma "pirotecnia" e "reedição do governo de Marta Suplicy", devido à possibilidade de haver aumento de impostos em regiões da cidade.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 17h50

O deputado estadual e coordenador de eventos da campanha de Serra, Orlando Morando, recorreu à extinta taxa do lixo, criada na administração de Marta (2001-2004), "e anulada por Serra", para criticar a proposta de Haddad de reduzir impostos para empresas que se instalarem na periferia. "Mais uma vez, o PT quer aumentar (as taxas). O partido impôs as maiores taxas e o maior aumento do IPTU que a cidade já viu (na época de Marta)", criticou. "O Haddad é uma reedição da Marta", emendou.

Morando criticou ainda o projeto batizado de "arco do futuro" pelo marqueteiro de Haddad, João Santana, que visa descentralizar a produção em São Paulo. "Isso é um verdadeiro ''arco da pirotecnia''. Eles são bons para fazer propostas e ruins de governo", atacou.

O plano de habitação do petista, que promete construir 50 mil casas populares no espaço de quatro anos com a ajuda do programa federal "Minha Casa, Minha Vida", também foi questionado. "Quando a Dilma e o Lula lançaram o programa, em 2009, foi anunciada a construção de um milhão de casas. Quantas eles fizeram até agora? O Haddad não conseguiu nem fazer o ENEM acontecer, como acreditar que vai fazer isso?".

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