PSDB diz que não irá discutir sobre fim da reeleição

O PSDB decidiu na noite de quarta-feira, em reunião da Executiva Nacional, que não se envolverá na discussão sobre o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, apesar das posições favoráveis de setores importantes do partido como os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), potenciais candidatos na disputa ao Planalto em 2010. "Isso não é pauta do partido, precisamos trabalhar é pela reforma política", afirmou o deputado José Anibal, durante a reunião. O deputado Arnaldo Madeira disse que o assunto divide o PSDB e, além disso, só deve ser tratado no âmbito das mudanças na lei eleitoral. "O fim da reeleição não é uma bandeira do PSDB", afirmou Madeira que, a exemplo de José Anibal, se posiciona na mesma linha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora seja favorável ao fim da reeleição, o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas, membro da Executiva Nacional, foi categórico: "Não é prioridade do PSDB discutir reeleição agora". Na avaliação de muitos tucanos, aprovar o fim da reeleição seria uma jogada de risco, pois o principal beneficiário poderá ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo aliados do Planalto, se eventualmente for aprovada uma nova regra para vigorar nas eleições de 2010, Lula poderia brigar por um terceiro mandato se até lá mantiver os altos índices de popularidade. Por isso, os principais líderes de oposição devem adotar mais cautela na discussão desse assunto.AtualizaçãoA Executiva Nacional do PSDB traçou também um roteiro dos encontros partidários que vão acontecer até setembro quando será realizado o congresso nacional. A idéia é reestruturar o partido, atualizar seu programa e sua marca. Está marcado para o dia 28 de maio, em Brasília, o primeiro encontro nacional. Antes disso, serão organizados seis a sete reuniões preparatórias para esse evento. Nesta quinta-feira, às 15 horas, a cúpula nacional tucana se reúne com os presidentes dos diretórios regionais e iniciar também a discussão sobre as eleições para as prefeituras no ano que vem. Os tucanos de São Paulo resistem a apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab e defendem a candidatura de Geraldo Alckmin.

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