PSDB diz que Alckmin não se afasta em 2002

As lideranças da bancada do PSDB garantiram hoje que administram "com tranqüilidade" a reta final da sucessão para a presidência daAssembléia Legislativa de São Paulo depois da morte do governador Mário Covas (PSDB) porque têm certeza que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não vai se afastar do cargo para disputar as eleições de 2002. O presidente do partido, deputado Edson Aparecido, afirmou que o afastamento de Covas em 1998 não cria "nenhum precedente" para Alckmin. "Covas decidiu se afastar para disputar a reeleição numa situação muito diferente da atual", avaliou ele. Aparecido disse que, naquele tempo, Covas tinha Alckmin com vice-governador, "um homem de suainteira confiança", e que tomou a decisão para evitar acusações de utilização da máquina do governo e "também para ter tempo de se dedicar à campanha". O deputado Walter Feldman (PSDB), que deverá ser eleito presidente da Assembléia paulista no próximo dia 15, diz que não há "restrição legal e nem ética" para que Alckmin continue à frente do governo, mesmo se for disputar as eleições de 2002. "Alckmin não tem um vice e isso é suficiente para justificar sua permanência nocargo", argumenta ele.Linha sucessória O afastamento de Alckmin criaria uma nova seqüência de expectativas na linha sucessória. Com seu afastamento, o presidente da Assembléia assumiria o governo. Caso o presidente também se afastasse para participar das eleições, assumiria o seu vice, que teria como sucessor imediato o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Esta possibilidade foi o assunto de hoje nos bastidores da Assembléia, que realizou durante toda a tarde uma sessão solene em tributo a Covas. Mas a presidência do PSDB se antecipou à qualquer especulação. "O PSDB em nenhum momento tem se preocupado com isso e a decisão para a escolha do próximo vice presidente de nossa chapa para a sucessão será do próprio Feldman", afirmou o atual presidente da Assembléia, Wanderley Macris (PSDB). Feldman garante que não há nenhuma preocupação com a linha sucessória nas gestões que tem realizado para escolher o seu vice. "Tenho tratado isso de forma absolutamente técnica e conversado com os companheiros do partido para ver qual deles tem maior disponibilidade e interesse de integrar o cargo. Apenas isso", argumentou ele.O atual 1º vice-presidente da Câmara, deputado Sidney Beraldo (PSDB), reconhece a importância interna de sua função - "substituímos o presidente em muitas atividades de rotina e burocráticas"- mas descarta qualquer relação com a linha sucessória. "É uma especulação quase fantástica", ironiza ele.

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