PSDB diz não temer ameaças nem represálias do PMDB

Tucanos entraram com três ações contra Sarney; nos bastidores, PMDB ameaça representar contra Virgílio

CAROL PIRES, Agencia Estado

28 de julho de 2009 | 19h11

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta terça-feira, 28, que não teme ameaças e possíveis represálias de senadores do PMDB, que, em conversas de bastidores, têm comentado sobre a possibilidade de registrar no Conselho de Ética uma representação contra o líder tucano Arthur Virgílio (AM). Em discurso no plenário do Senado, no início do mês, Virgílio contou que pessoas ligadas ao PMDB estavam lhe dando avisos de que poderia ser representado ao Conselho de Ética se não recuasse em pedir a licença de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

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"Se o líder Renan (Renan Calheiros) promover ameaças ou retaliações, ele estará equivocado. Ameaças não valem nada, não ameaçamos ninguém e não aceitamos isso", disse Guerra. "O líder Arthur Virgílio faz questão que os fatos que dizem respeito a ele sejam apurados no Conselho de Ética", afirmou.

 

Reportagem da revista Isto É, publicada no final de junho, revelou que Arthur Virgílio teria pego, em 2003, US$ 10 mil emprestados do ex-diretor do Senado Agaciel Maia, quando teve problemas com seu cartão de crédito em uma viagem particular a Paris. Segundo a revista, o senador tucano também teria extrapolado o limite permitido pelo Senado para usar em tratamentos de saúde, quando a mãe dele ficou adoentada.

No final da tarde desta terça, o PSDB registrou três representações contra Sarney no Conselho de Ética, responsabilizando o peemedebista pela edição de atos secretos no Senado, por suposta participação em fraudes na Fundação José Sarney, e ainda pela suspeita de que ele teria interferido a favor de seu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, que operava crédito consignado no Senado.

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