PSDB discute sucessão presidencial em SP

Para o PSDB de São Paulo, a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Mário Covas já começa no próximo sábado. Na tentativa de mobilizar a legenda para a campanha de 2002, os tucanos paulistas vão aproveitar o 7º Encontro Estadual do partido, na capital, e lançar o Manifesto da Social Democracia, uma espécie de volta às origens. A idéia é reforçar a identidade do PSDB como partido de grandes reformas e mudanças sociais para enfrentar as eleições. Na prática, trata-se mesmo de sacudir o PSDB e retomar o comando da sigla para conduzir o processo eleitoral a partir de São Paulo. O encontro também poderá confirmar a condição de liderança do vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato tucano ao governo e reforçar a candidatura do secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, José Aníbal, à presidência nacional do partido. O evento, marcado para a Assembléia Legislativa, deve contar com Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, ministros, secretários, deputados e os 178 prefeitos do partido no Estado. A avaliação dos paulistas é de que a cúpula partidária, muitas vezes, mostra excessiva timidez na defesa do governo. "O que está em jogo é o projeto de 20 anos de poder anunciado pelo ministro Sérgio Motta", adverte o líder do governo na Assembléia, Milton Flávio. "Neste momento, o papel de São Paulo como principal Estado e berço do partido precisa ser levado em conta." Em outras palavras, a gestão considerada "amorfa" do atual presidente, o ex-senador alagoano Teotônio Vilela Filho, não serviria mais para as brigas que virão pela frente. Preocupação - "A executiva do partido precisa ter papel relevante para marcar posição nas grandes questões nacionais", ressalta Flávio. Com a proximidade das eleições e a doença de Covas, que deixou o PSDB sem candidato natural à Presidência, a preocupação de chegar em 2002 sem um discurso forte e afinado aumentou. "Precisamos resgatar a social-democracia, que o PT tentou confundir com o neoliberalismo", assinala Aníbal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.