PSDB deve presidir CPI do BEC

O PSDB, partido do governador do Ceará, Tasso Jereissati, poderá ficar com a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar, na Assembléia, denúncias de irregularidades no Banco do Estado do Ceará (BEC). O presidente, o vice-presidente e o relator serão escolhidos amanhã pelos nove integrantes da CPI, em votação secreta.Como os tucanos são maioria - com três representantes na Comissão -, deverão ficar com a presidência. Ainda se a lógica prevalecer, a relatoria ficará com autor do pedido de investigação, João Alfredo Telles (PT). Pelo menos, esta é a tradição no Ceará. Para vice-presidente, o mais cotado é Mauro Benevides Filho, do PPS, por oficialmente se autodenominar independente.Os parlamentares centrarão as investigações no período entre 1995 e 1998, correspondente ao segundo mandato do governador Tasso Jereissati. Mas o líder dele na Assembléia, Moésio Loiola (PSDB), promete apresentar novas denúncias amanhã, tentando estender o período a ser investigado até o ano de fundação do banco (1964), como deseja Tasso.Os nove membros da CPI do BEC são: Moésio Loiola (PSDB), Francini Guedes (PSDB), Manuel Veras (PSDB), Mauro Benevides Filho (PPS), João Alfredo Telles (PT), Valdomiro Távora (PPB), Carlomano Marques (PMDB), João Bosco (PSB) e Chico Lopes (PCdoB). Há um equilíbrio de forças entre governistas (PSDB e PPB) e oposição (PT, PMDB, PSB e PCdoB), com quatro representantes cada grupo. O PPS, do presidenciável Ciro Gomes, será o fiel da balança.Na semana passada, Tasso moveu uma peça importante no xadrez da CPI no sentido de puxar para si a simpatia do representante do PPS, Mauro Filho. Escalou o deputado federal Antônio Cambraia para ocupar a Secretaria do Turismo do Ceará, que vinha sendo acumulada há mais de um ano pelo secretário do Desenvolvimento Econômico, Raimundo Viana. Com isso, Mauro Benevides (PMDB), pai de Mauro Filho, poderá voltar à Câmara Federal.

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