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PSDB deve anunciar nesta 6ª decisão sobre eleições em SP

Partido ainda não decidiu se formará aliança com o DEM ou lançará candidato próprio para a Prefeitura

Anne Warth, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 12h35

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta sexta-feira, 15, que terá informações a respeito de como seu partido sairá nas eleições municipais de São Paulo nesta tarde. Em seu discurso, durante o primeiro encontro nacional de vereadores do PSDB, realizado na capital paulista, Guerra explicou que estava de saída, mas que voltaria ao evento às 16 horas. "Estou saindo agora e pretendo voltar à tarde trazendo informações de como nós (PSDB) sairemos nas eleições municipais de São Paulo", revelou.   Veja também: Alckmin só não é candidato 'se não quiser', diz José Aníbal   Na saída, questionado por jornalistas, Guerra voltou atrás e negou que fosse encontrar com o ex-governador Geraldo Alckmin, o atual prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM) ou com o governador do Estado, Jose Serra. Embora costumem formar uma aliança e sair juntos nas eleições, Alckmin e Kassab desejam concorrer à prefeitura de São Paulo neste ano e não abrem mão da cabeça de chapa, pondo em risco uma coligação histórica entre os partidos.   "Estou de saída para ir ao médico", recuou. O senador disse ainda que voltaria ao encontro mais tarde para discutir o posicionamento do PSDB nas eleições municipais de todo o país e de forma geral, sem trazer qualquer definição à respeito de candidatos ou coligações.   Antes, durante entrevista, Guerra ressaltou que as eleições em São Paulo eram uma questão local. Entretanto, qualificou Alckmin como "um grande líder". "Concordo que esta é uma questão de São Paulo, mas se Geraldo desejar ser candidato, será, com certeza", arrematou.   O presidente nacional do PSDB rejeitou a tese de que foi aberta uma crise no partido com a eleição do deputado José Aníbal (SP) como líder da legenda na Câmara, apoiado pelo governador mineiro Aécio Neves e por Alckmin, em detrimento de Arnaldo Madeira (SP), apoiado por Serra.   "Não vi manifestações concretas nem de Serra, nem de Aécio, ou de interferência nessa eleição", afirmou. "Disputas de lideranças são coisas que se dão todo ano, em todos os partidos, na Câmara e no Senado. São absolutamente normais. Não há crise nisso", acrescentou. Ele disse também considerar ambos os deputados "excelentes companheiros" e disse que a disputa "não poderia ser melhor".

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