PSDB desiste de pedir 4ª vaga para oposição na CPI da Petrobras

Decisão, segundo o líder do partido no Senado, é para não 'protelar ainda mais' a CPI que investigará a estatal

Leonardo Goy, da Agência Estado

26 de maio de 2009 | 15h58

O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta terça-feira, 26, que seu partido desistiu de pedir uma quarta vaga de titular para a oposição na CPI da Petrobrás. "Desistimos da quarta vaga para não protelar ainda mais a CPI", disse o senador em entrevista coletiva. Comenta-se, nos bastidores, que o governo queria aproveitar o pedido dos tucanos para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiar a apresentação dos nomes e, consequentemente, o início dos trabalhos da CPI.

 

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Por isso, o PSDB decidiu, segundo Virgílio, manter a consulta à CCJ sobre o número real de vagas a que cada partido tem direito, mas sem apresentar o pedido de uma quarta vaga. O argumento do PSDB é o de que, se for levado em conta o tamanho que as bancadas tinham em 2006, por ocasião da diplomação dos parlamentares, o partido possuía mais senadores e, por isso, teria direito a mais um assento na CPI, o que elevaria para quatro as vagas de titulares da oposição.

 

O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), respondeu no plenário e por escrito que a vaga adicional não seria possível, porque, pelo Regimento Interno do Senado, a formação de comissões não permanentes - como é o caso de uma CPI - deve levar em conta o tamanho da bancada no momento presente.

 

Virgílio disse que o PSDB apresentará um projeto de resolução propondo que seja definido para as próximas CPIs o critério da dimensão da bancada na diplomação.

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