Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

PSDB, DEM e até PMDB dão menos votos

No caso dos tucanos, a maioria da bancada votou contra Temer desta vez

Daiene Cardoso, Felipe Frazão, Isadora Peron e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2017 | 00h39

BRASÍLIA - Além dos tucanos, DEM, PSD, PTB e o até o PMDB, partidos que compõem a base aliada, registraram menos votos nesta quarta-feira, 25, na votação que barrou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, por obstrução da Justiça e organização criminosa, do que em agosto, quando apreciaram a admissibilidade da primeira acusação formal da Procuradoria-Geral da República, por corrupção passiva.

No caso do PSDB, o cenário foi ainda pior para o governo, já que a maioria da bancada votou contra Temer desta vez. Foram 23 votos a favor da continuidade da investigação e 21 pelo arquivamento. Na primeira votação, a bancada tucana já havia rachado, mas na época os tucanos deram 22 votos favoráveis ao presidente da República e 21 contra.

O resultado final na bancada tucana mostrou um distanciamento entre o partido e o governo. O desfecho foi interpretado como uma derrota do senador Aécio Neves (PSDB-MG), considerado o principal responsável pela manutenção do partido na base aliada. E dá força ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino da sigla e alinhado à ala que defende o desembarque dos tucanos do governo.

+ O PLACAR DA VOTAÇÃO DA SEGUNDA DENÚNCIA

No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), Temer obteve 23 votos em agosto e 20 agora. O deputado Abel Mesquita (RR) foi um dos que havia votado contra o prosseguimento da denúncia e, desta vez, votou a favor da continuidade da investigação.

Temer também perdeu votos no PSD do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia). O líder da bancada, deputado Marcos Montes (MG), já havia avisado que o número de descontentes na bancada havia crescido. Os deputados Heuler Cruvinel (PSD-GO), Delegado Éder Mauro (PSD-PA), Jaime Martins (PSD-MG) e João Paulo Keinübing (PSD-SC) mudaram os votos desta vez e retiraram o apoio a Temer.

No PMDB, partido do presidente, a quantidade de votos favoráveis ao governo foi menor do que em agosto, mas isso aconteceu porque a bancada do partido na Câmara diminuiu.

Aumento. Outros partidos, no entanto, registraram mais votos favoráveis a Temer. Esse foi o caso do PR, PSC e PRB. No partido do ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o PRB, por exemplo, Carlos Gomes (RS), Ronaldo Martins (CE) e César Halum (TO) votaram contra o governo na primeira denúncia e, agora, ajudaram a enterrar a segunda denúncia.

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