PSDB define seu mínimo no início da semana que vem

O senador Aécio Neves disse hoje que o PSDB deverá ter no início da próxima semana uma posição convergente em relação ao reajuste do salário mínimo. A legenda se divide entre posições já manifestadas por Aécio e pelo ex-governador de São Paulo, José Serra. O tucano mineiro acha que é possível e há "algum espaço" para um reajuste maior do que o valor de R$ 545 proposto pelo governo, mas não encampa o valor de R$ 600 defendido por Serra.

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 20h55

Durante a semana, o ex-governador paulista e candidato derrotado à Presidência da República esteve no Congresso e afirmou que o valor de R$ 600 - promessa de campanha - é "factível" e não coloca em risco as contas públicas. Aécio prefere "um caminho mais prudente" e articula uma reunião entre os senadores do partido e dirigentes de centrais sindicais, em especial da Força Sindical.

"Temos que compreender que o governo tem uma base extremamente ampla e, obviamente, vai pressionar sua base para votar o valor proposto. Acho que, nesse momento, o caminho mais prudente para nós, do PSDB, é um entendimento com outras forças políticas, em especial as centrais sindicais, para termos um projeto comum, mesmo que não seja aquele de R$ 600 inicialmente apresentado pelo partido", disse o mineiro, após um encontro com o governador Antonio Anastasia (PSDB).

Segundo Aécio, sua intenção é trabalhar por uma convergência. "Para que não tenhamos uma posição isolada."

Ele minimizou a divergência na seara tucana. "Só discutem aqueles que pensam. É natural que existam posições ainda não convergentes."

Aloysio

O ex-governador de Minas também comentou a declaração do colega de Senado e correligionário Aloysio Nunes Ferreira (SP), que em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo afirmou que não há candidatura natural à Presidência da República quando perguntado sobre Aécio em 2014.

"Candidaturas e eleição presidencial, isso é lá na frente, seria um enorme equívoco botarmos aí o carro na frente dos bois. Portanto, vejo essa posição do senador Aloysio absolutamente convergente com a minha. Não existe candidatura natural no partido. O que temos é que não precipitar os fatos, vamos construir a unidade do PSDB, ela é essencial a nossa atuação política", disse, salientando que sua prioridade no momento é protagonizar uma agenda de temas no Congresso Nacional.

PT-MG

Na visita ao Palácio Tiradentes, Aécio não deixou de cutucar o PT mineiro, afirmando que o diretório estadual do partido da presidente Dilma Rousseff não tem se empenhado para cobrar obras no Estado, que foram tema da campanha presidencial.

"Vejo os partidos se reunindo muito, os partidos do governo, em especial o PT, para distribuir cargos, para dividir cargos e não vejo uma ação consistente de cobrança em relação, por exemplo, aos investimentos do metrô, aos investimentos nas nossas rodovias federais, em especial no Rodoanel, aos investimentos no nosso aeroporto. O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela mesma postura anterior, da postergação", afirmou. "Já ficaram pouco contemplados na composição do governo, acho que essa é uma página virada, mas que, pelo menos, eles possam nos ajudar."

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