PSDB decidirá nesta terça se fará representação contra Renan

Para tucanos, peemedebista infringiu as regras de convivência entre colegas

Rosa Costa, AE

07 de agosto de 2009 | 19h24

O PSDB decide na terça-feira se representa no Conselho de Ética contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), por quebra de decoro parlamentar. Para o partido, Renan infringiu as regras de convivência entre os colegas, ao chamar o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) de "coronel de merda" no bate-boca ocorrido na sessão de quinta-feira. O presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), informou que a decisão será analisada com os Democratas e com outras legendas que apóiam o pedido para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deixe o cargo, porque não adianta agir sozinho.

 

O senador Mário Couto (PSDB-PA) requisitou cópia da gravação da TV Senado em que o líder peemedebista aparece insultando Tasso, após ter se afastado do microfone, para que suas palavras não fossem ouvidas pelos demais parlamentares que estavam em plenário. A taquigrafia registrou na íntegra tudo o que Renan disse, mas depois retirou a palavra "merda".

 

A avaliação da oposição é que o episódio deixou Sarney, Renan e o grupo de seus aliados "mais isolados". "A agressividade contra Virgílio, esse negócio de retaliar, de ameaças todos os que estiveram contra ele, essa truculência, pegou mal", afirmou Sérgio Guerra. "Ultrapassaram os limites da esperada convivência entre parlamentares". De concreto, mesmo, segundo o senador, ficou o recado de que todos serão ameaçados no caso de se indisporem contra eles", constatou.

 

Atitudes como a de Renan, no entender do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), "achincalha a instituição". "Nós precisamos dar um basta nisso", disse. "Devermos ser duros no confronto, estabelecer sempre o contraditório, manter o nível elevado". Mesmo um dos principais seguidores do líder peemdebista, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), afirma que a situação está "muito ruim".

 

A diferença é que ele atribui a troca de insulto ao "sangue quente" dos senadores. "Veja bem - justificou - todo senador é um ser humano, todo senador é um homem, ninguém chega ao Senado sendo um frouxo, ninguém chega ao Senado sem conseguir, em determinado momento, mostrar que tem sangue quente", disse. "E foi o que aconteceu e acabou acontecendo o que todos viram pela televisão, acho ruim para o Senado, mas ao mesmo tempo, você não tem como julgar. O clima está muito ruim".

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