PSDB decide nesta quarta-feira se lança candidato a prefeito do Rio

Candidatura do deputado federal Otávio Leite depende do aval da comissão executiva nacional

Wilson Tosta, de O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2012 | 23h33

RIO - A comissão executiva nacional do PSDB decide nesta quarta-feira, 29, se aprova a candidatura do deputado federal Otávio Leite à Prefeitura do Rio de Janeiro em cenário político oposto ao de São Paulo. Enquanto na capital paulista os tucanos discutem uma coalizão ampla para disputar o comando do município, a seção fluminense do partido encara a possibilidade de enfrentar sozinha a candidatura de Eduardo Paes (PMDB) à reeleição, que tem apoio de 18 outras legendas e do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), e a aliança do DEM com o PR em torno de Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho. Leite aponta dificuldades que, segundo ele, caracterizam no Estado um quadro de "mexicanização", referência ao México durante parte do século XX, quando o Partido Revolucionário Institucional monopolizou o poder e excluiu toda a oposição.

 

"Estou conversando com partidos pequenos, mas tenho de tomar cuidado. Não posso entregar com quem converso, senão eles vão lá e capam. Montei uma chapa de vereadores em segredo, para evitar o assédio voraz. Vão direto... Não sei o que oferecem. Enfrentei duas ou três situações difíceis. Cheguei a perder gente", relatou o deputado ao Estado. O parlamentar lembrou que, dos 92 prefeitos do Estado, 91 apoiam o governador Cabral Filho. "No Rio, enfrentamos uma circunstância política muito perversa", criticou. "É uma galopante caminhada para a mexicanização da política. Com a aliança PMDB-PT, os demais partidos se agregaram a eles. É a busca do partido único."

 

O comando nacional tucano vai discutir nesta quarta-feira em Brasília um relatório do secretário-geral do partido, Rodrigo de Castro, que recomenda que o candidato do partido no Rio de Janeiro seja Leite. No ano passado, a vereadora Andreia Gouvêa Vieira também postulou a candidatura e chegou a ameaçar deixar a legenda para disputar. "Espero que agora a coisa deslanche. A apresentação de meu nome tem o respaldo de todos os diretórios zonais, da executiva municipal, da executiva estadual, da juventude. Estou confiante", afirmou. O PSDB fluminense, porém, é uma das menores seções estaduais do partido. Segundo o pré-candidato, tem apenas dois deputados federais, três estaduais, dois vereadores e um prefeito. Leite lembrou que Cabral (por dez anos) e Paes (por cinco) foram tucanos, mas deixaram a legenda. "O PSDB nacional tem no Rio um desafio", reconheceu.

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