George Gianni/PSDB
George Gianni/PSDB

PSDB de São Paulo pressiona cúpula por desembarque do governo

Diretório se reunirá na próxima segunda-feira para decidir se pede renúncia de Temer e expulsão de Aécio Neves

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2017 | 09h45

Área de influência do governador Geraldo Alckmin, o diretório estadual do PSDB de São Paulo marcou para a próxima segunda-feira, 5, véspera do julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma reunião ampliada que deve terminar com um pedido para que o partido deixe os cargos no governo.

Essa pelo menos é a expectativa do deputado estadual Pedro Tobias, presidente da legenda. "Não podemos empurrar essa situação indefinidamente. O baixo clero precisa ser consultado", disse ele ao Estado.

O encontro começou a ser articulado após os caciques do PSDB nacional sinalizarem que podem procrastinar uma decisão sobre a permanência no governo federal ou mesmo permanecer ao lado de Temer até que ele esgote as possibilidades de defesa no TSE.

Além da executiva do partido em São Paulo, Tobias também convocou todos os deputados federais, estaduais, senadores e prefeitos do PSDB do estado. A ideia é criar uma "panela de pressão". 

Na semana passada, os tucanos paulistas se reuniram no diretório e a tendência era pedir a renúncia de Temer, mas o governador Geraldo Alckmin, em sintonia com a cúpula tucana, barrou a iniciativa.

Outro ponto da pauta será a situação do senador afastado Aécio Neves (MG) no partido. 

O Estado apurou que Tobias e outros dirigentes defendem a expulsão dele do PSDB. Hoje, Aécio é presidente licenciado do partido. 

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