DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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PSDB de São Paulo diz que encontros entre Aécio e Temer causam 'desconforto' 

Após repercussão negativa, presidente afirmou que encontro tratou da Cemig

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2017 | 16h12

A Executiva do PSDB em São Paulo criticou e manifestou "desconforto" em relação aos encontros entre o senador Aécio Neves, afastado da presidência do partido após ser acusado de pedir R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, e o presidente Michel Temer (PMDB).

Os dois tiveram uma reunião fora da agenda na noite de sexta-feira, 18, levando a executiva do diretório municipal do PSDB a soltar uma nota de repúdio. "A presença de Aécio Neves hoje, em reuniões internas ou públicas, só nos causa desconforto e embaraços. Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido", afirmou o diretório, acrescentando que o senador Tasso Jereissati, presidente em exercício da sigla, é quem pode falar em nome do PSDB.

Após a repercussão negativa do encontro, Temer informou neste domingo, 20, em mensagens publicadas em sua conta no Twitter, que o encontro com o senador mineiro foi para tratar da Cemig, dona de quatro hidrelétricas que o governo federal pretende relicitar para levantar R$ 11 bilhões e reduzir o rombo das contas públicas. "É assunto político. Tema é discutido pelo governo, aliados e equipe econômica", afirmou Temer.

 


 


 


"Senadores tratam dos assuntos de interesse de seu Estado. Nada mais normal. Teorias da conspiração são assunto de quem não tem o que fazer", complementou o presidente, que também disse não entrar em assuntos internos dos partidos. "Não o fiz, nem o faria em relação ao PSDB."

Em sua nota, a executiva do diretório do PSDB em São Paulo disse repudiar "veementemente" qualquer tentativa de articulação político-partidária entre Aécio e Temer. 

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