PSDB de BH confirma apoio informal a candidato do PSB

Articuladores da aliança por Lacerda, governador Aécio e o prefeito Pimentel não foram a evento

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

30 de junho de 2008 | 18h29

Num evento esvaziado, o Diretório Municipal do PSDB de Belo Horizonte, confirmou, oficialmente, nesta segunda-feira, 30, o apoio informal dos tucanos à chapa encabeçada pelo candidato a prefeito da capital mineira Márcio Lacerda (PSB), com o candidato a vice-prefeito Roberto Carvalho (PT). O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT) - articuladores da aliança -, não compareceram à convenção municipal do PSDB. Aécio e Pimentel preferiram encontrar-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Itajubá, no sul de Minas. Veja tambémCalendário eleitoral das eleições de 2008  A convenção foi aberta pelo presidente do diretório municipal do partido, Léo Burguês, que procurou justificar a decisão da legenda pela adesão informal à coligação. Léo Burguês admitiu que a condição para o acordo após o veto do Diretório Nacional do PT causou insatisfações internas, principalmente na direção nacional tucana.Ele disse que o PSDB foi acusado de aceitar participar da campanha "por debaixo dos panos", como se os tucanos fossem "amantes". "Queriam que fôssemos para o enfrentamento", lembrou, destacando que a intenção da cúpula petista era, "justamente, criar um constrangimento para o PSDB".A Direção Nacional do PT vetou a participação formal dos tucanos, com a alegação de que o entendimento favorece as pretensões do governador de Minas Gerais em 2010. A participação do PPS - que está fora da base de sustentação do governo Lula - também foi proibida pelos dirigentes petistas. Mas o PT seguiu a estratégia encontrada por Aécio e o prefeito de Belo Horizonte para driblar a resistência da legenda nacional e também decidiu apoiar, informalmente, a chapa.''Generosidade''O presidente do Diretório Municipal do PSDB de Belo Horizonte reforçou o discurso da "generosidade" tucana em prol da manutenção da parceria administrativa entre o governo de Minas Gerais e a prefeitura de Belo Horizonte. "É óbvio que não é a maneira mais cômoda, nem a maneira que gostaríamos de estar caminhando... mas o partido não pode ser um fim e sim um meio de alcançarmos a vontade popular", disse."Do ponto de vista legal, será informal, mas nosso apoio será formal do ponto de vista prático. Todos os militantes do PSDB, todas as lideranças do PSDB estarão sim empenhadas em apoiar a candidatura do Márcio Lacerda, que é o nosso candidato, é o candidato que o governador trabalhou." Na prática, a coalizão em torno de Lacerda não poderá contar com o tempo de TV e rádio do PSDB e PPS. Somente o tempo de TV destinado à sigla tucana é estimado em 5 minutos e 12 segundos. Aécio ficará impedido de aparecer a publicidade eleitoral gratuita. Léo Burguês disse que a presença do governador de Minas no palanque dependerá de consultas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Havendo a possibilidade legal, estará sim."O presidente do Diretório Municipal do PSDB disse que compromissos agendados anteriormente impediram que Aécio comparecesse à convenção, que decidiu pelo lançamento de 59 candidatos a vereador. "Mudamos a nossa data. Ia ser dia 28, mas mudamos para o dia 30, em cima da hora." Somente no encerramento o candidato do PSB a prefeito de Belo Horizonte chegou à reunião, acompanhado do secretário estadual de Governo, Danilo de Castro, e do presidente estadual do PSB, Wander Borges.

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