PSDB critica governo 'hesitante e sem rumo claro'

O Conselho Político do PSDB fez hoje sua primeira reunião sob a presidência do ex-governador José Serra, em Brasília, mas o documento produzido pelos conselheiros, com a análise da conjuntura política e econômica do País e as avaliações críticas ao governo "hesitante e sem rumo claro" da presidente Dilma Rousseff, só será divulgado na sexta-feira, 1º. Por sugestão do presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), o texto produzido a partir de um esboço trazido pelo próprio Serra será submetido ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), antes de o tucanato torná-lo público.

CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 20h35

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que será homenageado amanhã pelos 80 anos completados no dia 18 passado, em solenidade preparada pelo PSDB no auditório Petrônio Portela do Senado, também participou da reunião. Indagado sobre o documento acordado pelos conselheiros, FHC disse que aprovou o tom "objetivo" adotado e acrescentou: "Eu sigo o Serra". Bem humorado, destacou que o Conselho não personalizou críticas a ninguém e encerrou a entrevista: "Agora chega. Vocês querem que eu fale mal da minha presidenta?".

Guerra definiu a primeira manifestação do conselho como "uma crítica mais organizada ao conjunto do governo". Quando os jornalistas insistiram em saber de Fernando Henrique como o governo petista tem tratado a herança deixada por ele, o ex-presidente respondeu que, "como em toda herança, você pode perdê-la ou aumenta-la. Algumas coisinhas foram perdidas, e em outras houve ganho. É natural, assim é a vida".

Serra defendeu que o PSDB seja preparado para ser um partido "mais combativo em todo o Brasil" e observou que ainda falta "avançar muito" neste quesito. Por isto mesmo, a ideia é que o Conselho se reúna a cada dois meses e apresente análises de conjuntura como a que será divulgada na sexta-feira. Todos os documentos produzidos pelos conselheiros deverão ser enviados aos diretórios estaduais do PSDB para que sejam debatidos pela militância em todo o País. "Temos que politizar mais as ações partidárias", disse Serra.

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