NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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PSDB convoca reunião para decidir permanência do governo Temer

Líder tucano diz que nem 'Mãe Dinàh' adivinharia desfecho da plenária em Brasília

Pedro Venceslau e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 15h18

O PSDB recuou e decidiu adiar para segunda-feira, 12, a reunião da Executiva Nacional que vai decidir sobre o desembarque do governo Michel Temer. Com esse anúncio, os tucanos sinalizam que vão esperar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegar a um veredito sobre a chapa Dilma-Temer antes de definirem uma posição em relação à gestão peemedebista

A reunião tucana estava marcada para esta quinta-feira, 8. Isso porque parte dos deputados e líderes do partido pressiona para que a legenda abandone o governo o quanto antes. O adiamento foi divulgado depois de uma conversa realizada entre senadores tucanos, comandada pelo senador Tasso Jereissati (CE), presidente da sigla.

Em vez de consultar apenas a executiva, o dirigente convocou as bancadas no Congresso e todos os presidentes estaduais do PSDB. A ideia é dar um caráter institucional inquestionável ao posicionamento tucano, seja ele qual for. “Nem (a vidente) Mãe Dinàh adivinharia o resultado da reunião de amanhã”, disse ao Estado o deputado federal Ricardo Tripoli (SP), líder do PSDB na Câmara.

“Independente do julgamento (da cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no TSE), o partido vai encaminhar esse debate amanhã. Será o dia de refletir sobre esse tema”, completou o parlamentar.

Antes do adiamento, Tasso havia ampliado o "colégio eleitoral". Em vez de consultar apenas a executiva, ele convocou as bancadas no Congresso, governadores e todos os presidentes estaduais do PSDB para o encontro. A ideia é dar um caráter institucional inquestionável ao posicionamento tucano, seja ele qual for.

A permanência do PSDB na base governista é considerada pelo Palácio do Planalto determinante para evitar uma debandada geral de aliados. "Nem (a vidente) Mãe Dinàh adivinharia o resultado da reunião de amanhã", disse Tripoli ao Estado.

Pelo menos dois diretórios tucanos - Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul - tiraram posição em defesa do desembarque do governo. O de São Paulo caminhava para esse desfecho, mas um concorrida plenária realizada na segunda-feira acabou sem que o tema fosse encaminhado para votação

 

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