PSDB consultará partidos para definir ação contra Renan

Em representação, PMDB acusa Virgílio de ter mantido um funcionário "fantasma" em seu gabinete

CAROL PIRES, Agencia Estado

07 de agosto de 2009 | 16h24

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse à Agência Estado que pretende conversar com senadores do DEM, PDT, PSB e PT antes de decidir se o partido entrará ou não com representação contra o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), no Conselho de Ética. "A partir de agora, devemos tomar decisões conjuntas. Não adianta ficar entupindo o Conselho de Ética com representações. Temos que ter um projeto, agir com racionalidade", disse o senador tucano.    

 

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O PSDB passou a cogitar a possibilidade de acionar o conselho contra Renan Calheiros quando o senador alagoano anunciou que entraria com representação contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), caso os tucanos insistissem em pedir a licença de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Virgílio acredita que Calheiros quebrou o decoro parlamentar ao fazer esta chantagem.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também levantou essa hipótese após ter sido chamado por Renan Calheiros de "coronel de merda". Durante a sessão plenária de ontem à tarde, Jereissati e Calheiros trocaram acusações e xingamentos, e o tucano retrucou a ofensa, chamando o colega de "cangaceiro de terceira categoria".

O bate-boca entre os dois senadores começou logo depois de Renan Calheiros ler da tribuna a representação que o PMDB registrou no Conselho de Ética contra Arthur Virgílio, pedindo a cassação do mandato do líder tucano. Na representação, o partido acusa Virgílio de ter mantido um funcionário "fantasma" em seu gabinete; de ter pego dinheiro emprestado com o ex-diretor do Senado Agaciel Maia; e de ter extrapolado o limite do plano de saúde da Casa com tratamento de sua mãe, já falecida.

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