PSDB começa a traçar plano de campanha amanhã

A duas semanas da saída de José Serra da pasta da Saúde, o PSDB começa amanhã a traçar um plano de campanha e a elaborar roteiros de viagens do pré-candidato tucano à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A elaboração do calendário de visitas aos Estados será definida em reunião da cúpula do PSDB com os presidentes dos diretórios estaduais. Segundo o presidente do partido deputado José Aníbal (SP), a proposta é agendar desde já as viagens do candidato pelos próximos três meses. "Temos que mobilizar o partido e analisar em cada estado qual a atividade relevante que o Serra tem que participar", explicou José Aníbal. "Meu objetivo é expor o Serra o máximo que puder", completou. Na reunião, os tucanos também pretendem fazer uma atualização do andamento das alianças partidárias nos Estados. Os dirigentes do PSDB querem chegar à pré-convenção do partido, prevista para o dia 24 de fevereiro, com um balanço preliminar dos palanques em que o pré-candidato tucano poderá subir durante sua campanha eleitoral. "Ainda está tudo muito indefinido até porque só vamos ter uma posição mais nítida das alianças nos Estados depois do início de abril, quando os candidatos serão obrigados a se desincompatibilizar", disse o tesoureiro do PSDB, deputado Sebastião Madeira (MA). Durante o encontro, a cúpula do partido vai tentar também traçar um panorama de quais Estados estão dispostos a abrir mão do tempo total local da propaganda partidária em favor da campanha de José Serra. As inserções estaduais começam a ser veiculadas a partir de 26 de fevereiro em rádio e televisão. A proposta é que o ministro da Saúde apareça no maior número possível nos filmetes do partido nos Estados. Serra não deverá participar do encontro da direção nacional do PSDB com os representantes de diretórios estaduais porque os tucanos não querem que o ministro seja acusado de já estar em campanha mesmo antes de deixar a pasta da Saúde. "O Serra não vem porque é ministro", afirmou o secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ).Para evitar acusações de uso da máquina pública, o ministro José Serra já avisou que irá reassumir sua cadeira no Senado logo após ao Carnaval. Serra deverá ser o único "ministro candidata" a deixar sua pasta ainda este mês. Os demais deverão deixar o ministério somente no início de abril."Acho uma cobrança injusta em cima do Serra, que é o único que está sendo obrigado a sair bem antes do prazo de desincompatibilização", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). "Por que não cobram isso do Garotinho (governador do Rio e pré-candidato do PSB à presidência), que fica viajando o Brasil inteiro?", reclamou.Pela legislação em vigor, o ministro Serra poderia permanecer na Saúde até o dia 2 de abril. Mas ele já anunciou sua saída do ministério, que deverá ocorrer no dia 20 de fevereiro. "O Serra como senador ganha muito mais desenvoltura para fazer campanha", defendeu Márcio Fortes.

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